Trinta anos depois, relembre roubo da Taça Jules Rimet no Brasil
Há exatos 30 anos(1983/93), o Brasil ficou chocado com a notícia
do roubo da Taça Jules Rimet. Tão desejada pelo povo, a peça de cerca de
30 cm de altura e 4 kg – entre os quais, 1,8 kg de ouro puro –
desapareceu da sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio
de Janeiro. A notícia causou comoção nacional.A Taça Jules Rimet ficou sob posse definitiva da CBF em
1970, quando a Seleção Brasileira venceu a Copa do Mundo no México e se
tornou a primeira a ter três títulos no currículo. Depois de ser exposta
nas principais capitais do País, foi parar em exibição na sede da
entidade, protegida por um vidro à prova de balas. Em 20 de dezembro de
1983, desapareceu.A sede foi invadida durante a noite, e a taça, levada
embora. Inexplicavelmente, dentro do cofre da entidade estava uma
réplica da Jules Rimet. O roubo foi planejado por Sérgio Pereira Ayres e
executado por Francisco José Rocha Rivera, o “Barbudo”, e José Luiz
Vieira da Silva, o “Bigode”. Diz-se que a taça foi derretida pelo
comerciante Juan Carlos Hernandez.
Curiosamente, a Taça Jules Rimet já havia desaparecido
outra vez anteriormente: foi em 1966, depois de a Inglaterra conquistar a
Copa do Mundo, quando estava em exibição no país. Ela foi encontrada
mais tarde, embrulhada em jornais, pelo cachorro Pickles, que foi até
homenageado pelo feito. No Brasil, nunca mais foi vista. O mandante do
crime também nunca foi esclarecido.
Sérgio
Peralta, Barbudo e Bigode foram condenados a nove anos de prisão em
1988. O primeiro foi para a cadeia em 1994, mas permaneceu preso apenas
três anos. O segundo acabou assassinado enquanto esperava, em liberdade,
o julgamento de uma apelação. Bigode fugiu da Justiça até 1998, mas por
fim também permaneceu três anos enclausurado. A Seleção Brasileira foi
campeã mundial mais duas vezes depois disso.
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