Mostrando postagens com marcador PETROBRÁS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PETROBRÁS. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de maio de 2014

CPI DA PETROBRÁS , CPI DE COMPARSAS. - REPAREM QUE NA IMPRENSA NINGUÉM FALA MAIS DA PETROBRÁS, EM COMPENSAÇÃO O QUE TEM DE INSERÇÕES PUBLICITÁRIAS NA PROGRAMAÇÃO DE TV . . . ! ! !

 Fornecedores da Petrobrás são doadores de campanha de quatro titulares da CPI

Relator da comissão, petista José Pimentel (CE) recebeu, por exemplo, R$ 1 milhão da Camargo Corrêa, empreiteira que integra consórcio responsável por obras da refinaria Abreu e Lima, sobre as quais pesam suspeitas de superfaturamento

16 de maio de 2014 | 5h 00


Murilo Rodrigues Alves - O Estado de S. Paulo
 

Rio - Um terço dos 12 titulares da CPI da Petrobrás do Senado indicados até agora recebeu dinheiro de fornecedoras da estatal nas eleições de 2010. O relator da comissão, José Pimentel (PT-CE), está entre eles. Ele recebeu R$ 1 milhão da Camargo Corrêa, empreiteira que lidera o consórcio responsável por obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, alvo de suspeitas.
A doação da empreiteira equivale a 20% de tudo o que o petista conseguiu arrecadar para a sua campanha ao Senado quatro anos atrás. Outros três titulares da comissão, instalada nesta semana e controlada pelos aliados da presidente Dilma Rousseff, também receberam de fornecedores da Petrobrás.
Até o momento, são conhecidos 12 titulares da CPI no Senado. Ainda falta a indicação de um nome da oposição, que resiste em fazê-lo por defender uma comissão mista, com a presença de deputados na apuração.
Humberto Costa (PT-PE) também recebeu R$ 1 milhão da Camargo Corrêa para sua campanha ao Senado. A construtora OAS doou outros R$ 500 mil à campanha do senador. Juntas, as duas fornecedoras com contratos com a Petrobrás respondem por 30% das doações obtidas pelo petista.
A Camargo Corrêa também contribuiu para as campanhas de Ciro Nogueira (PP-PI), com R$ 150 mil, e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), com R$ 500 mil, outros dois membros da CPI. Ciro ainda conseguiu recursos R$ 100 mil da Votorantim Cimentos.
Os fornecedores da Petrobrás foram responsáveis por 10% de todas as doações feitas em 2010 à campanha de Grazziotin e 6,25% do arrecadado pelo comitê de Nogueira.

Conforme revelou o Estado em abril, os fornecedores da Petrobrás respondem por 30% das doações nos pleitos de 2010 e 2012 aos postulantes à Presidência e ao Congresso Nacional. Isso não implica que a estatal tenha direcionado as doações ou que haja ilegalidade, mas revela o potencial de alcance político e econômico da estatal.

Operação. A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, revelou em março deste ano suspeitas sobre as obras em Abreu e Lima tocadas pela Camargo Corrêa. A partir da intermediação do doleiro Alberto Youssef, a empreiteira teria sido favorecida por superfaturamento nas obras. O favorecimento teria ocorrido, segundo a Polícia Federal, com a ajuda do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Ele e Youssef estão presos no Paraná.

A Justiça deu na semana passada prazo de 20 dias para que a Petrobrás apresente todos os pagamentos feitos entre 2009 e 2013 à Camargo Corrêa, a principal financiadora dos membros da CPI.

A estatal e a empreiteira tiveram o sigilo bancário quebrado pela Justiça Federal do Paraná, que apura se houve desvios de recursos da estatal que eram destinados a obras da Abreu e Lima. A estatal terá de abrir para a PF e para o Ministério Público Federal as transações feitas entre Petrobrás, Camargo Corrêa e Sanko Sider.

Nas investigações do Ministério Público e da PF, Costa e Youssef receberam cerca de R$ 7,9 milhões por meio do consórcio da Camargo Corrêa, para a Sanko Sider, que teria feito depósitos em contas para a MO Consultoria, comandada pelo doleiro.
Financiadora da campanha de Humberto Costa, a construtora OAS fechou contrato de R$ 185 milhões com a Petrobrás em novembro do ano passado para a construção e montagem de dutos para o emissário do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O contrato vai até agosto do ano que vem.

Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) já apontou "conduta omissiva" da alta administração da estatal em relação aos atrasos nas obras de tubulação do Comperj, cujo custo total foi estimado, em fevereiro de 2010, em R$ 26,9 bilhões, com expectativa de conclusão em 2021. Só o primeiro trem de refino (o complexo é composto por dois) possui previsão de conclusão em agosto de 2016.

Já a Votorantim Cimentos, doadora da campanha de Ciro Nogueira, foi contratada pela petroleira estatal por um ano para fornecer cimento para poços de petróleo pelo valor de R$ 10,8 milhões. O contrato, que se encerra hoje, ainda teve um aditivo.

Como não concorreu à vaga de senador, o vice-presidente da CPI, Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), não recebeu nenhuma doação dos fornecedores da estatal. No entanto, a petista Marta Suplicy, hoje ministra da Cultura e eleita para o cargo, ganhou R$ 2,5 milhões das construtoras Camargo Corrêa e OAS de um total de R$ 12 milhões de contribuições na campanha de 2010.
Controle. A CPI da Petrobrás no Senado foi instalada anteontem e é controlada pela maioria governista. Os aliados de Dilma aprovaram convites para ouvir a atual presidente da estatal, Graça Foster, e o seu antecessor, José Sergio Gabrielli.

ESTADÃO- POLITICA

# # # # # # # # # # # # #


quarta-feira, 2 de abril de 2014

QUEM TEM MEDO DA CPI DA PETROBRÁS?

Quem tem medo da CPI da Petrobras?

Que políticos podem perder se o Congresso investigar a corrupção
na estatal

DIEGO ESCOSTEGUY, MURILO RAMOS E LEANDRO LOYOLA, COM MARCELO ROCHA
29/03/2014 11h21
Kindle
Share4
No começo de 2004, os deputados José Janene e Pedro Corrêa, líderes do PP, estavam no saguão de embarque do aeroporto Santos Dumont, no Rio, quando esbarraram com o engenheiro Paulo Roberto Costa, funcionário de carreira da Petrobras e diretor do gasoduto entre Brasil e Bolívia. Corrêa o conhecia desde o governo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. A dupla do PP, que comandava o partido, estava em busca de um nome de confiança para indicar à cobiçada Diretoria de Abastecimento da Petrobras, conforme fora acordado com outra dupla, aquela dupla mais poderosa da República do Brasil naqueles tempos: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Casa Civil, José Dirceu. Os três conversaram rapidamente no aeroporto. Num átimo, Costa topou. Foi uma decisão que mudou sua vida. E que, dez anos depois, no momento em que a corrupção da Petrobras no passado alcança a fragilidade do governo Dilma Rousseff no presente, pode mudar o futuro político do país. Esse entrechoque entre passado, presente e futuro se dará na CPI da Petrobras – com o avanço do noticiário policial envolvendo a estatal, ela se tornou inevitável.

A soma do passado com o presente da Petrobras ameaça o futuro de Dilma graças à sintonia entre os interesses do blocão, aquele grupo de deputados descontentes com o governo dela, e os presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos. Os dois lados querem derrotar Dilma, cada um por suas razões. Os deputados do blocão trabalham para diminuir os votos que o PT terá nas próximas eleições, nas campanhas para deputado e senador. Temem ser obliterados pela hegemonia do PT e voltar para um Congresso cada vez mais dominado por petistas. Ou pior: nem sequer voltar para Brasília, ao perder seus mandatos para petistas. Desgastar Dilma é uma das maneiras de diminuir as chances de que eles levem uma sova eleitoral do PT. Aécio e Campos se aproveitam disso para antecipar o desgaste que tentariam aplicar a Dilma somente no segundo semestre. O início da CPI no Congresso é, portanto, o início das eleições.
 
Dilma Rousseff (Foto: Ed Ferreira/Estadão Conteúdo)
Dilma Rousseff (Foto: ÉPOCA)
Situação e oposição preparam suas estratégias. A oposição decidiu criar antes uma CPI no Senado, para depois migrar para a CPI mista e, assim, driblar a força de Renan Calheiros, presidente do Senado. Renan não tem interesse nenhum em apurações na Petrobras. É o padrinho de Sérgio Machado, há 11 anos presidente da Transpetro, o braço da Petrobras encarregado de transportar o petróleo extraído. Com a onda desfavorável – em pesquisa da semana passada, Dilma registrou 36% de aprovação, seu pior índice desde os protestos de junho  –, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a convenceu a pegar pesado. A estratégia do governo é anarquizar a CPI. Parlamentares do PT serão orientados pelo Planalto a apresentar requerimentos para investigar denúncias que atinjam tucanos e o presidenciável Campos. Pedirão, de modo a tumultuar os trabalhos, documentos das investigações sobre o cartel de trens nos governos tucanos em São Paulo. E, também, informações sobre as obras do Porto de Suape, em Pernambuco, Estado governado por Campos.

É uma tática de intimidação. O governo permitirá a convocação de gente da Petrobras, como a presidente Maria das Graças Foster. Mas usará sua força para marcar esses depoimentos para dias estrategicamente esvaziados. Entre as datas estudadas estão 12, 17 e 23 de junho, os dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo – quando a atenção para a política deverá ficar abaixo de zero. Uma investigação na Petrobras é uma aventura arriscada para todos. Uma das propostas, inevitável, era investigar o contrato de US$ 860 milhões da Petrobras com a Odebrecht. Ao ver o nome, Aécio arregalou os olhos. A menção à Odebrecht desapareceu em instantes do pedido de CPI. No ano passado, o lobista João Augusto Henriques disse a ÉPOCA que o contrato rendeu doações da empreiteira à campanha eleitoral de Dilma em 2010. Ficou acertado que a CPI investigará a compra da refinaria Pasadena, nos Estados Unidos, os indícios de pagamento de propina a funcionários da estatal pela holandesa SBM, construções de refinarias e denúncias de plataformas entregues inacabadas.

A história do medo que os políticos têm da CPI pode ser contada a partir daquele encontro no aeroporto Santos Dumont. Dois de seus três participantes estão na cadeia. Costa foi preso há dias pela Polícia Federal, acusado de ser parceiro de negócios de Alberto Youssef,
um dos maiores doleiros do Brasil. Também é suspeito de receber propina de empreiteiras quando era diretor da Petrobras. Corrêa está preso desde dezembro. Foi condenado pelo Supremo, no julgamento do mensalão, a 7 anos e 2 meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Cumpre pena num presídio de Pernambuco. Janene morreu em 2010, antes de ser julgado pelo Supremo. O doleiro Youssef, hoje apontado como sócio de Costa, era o responsável por lavar o dinheiro do mensalão para os deputados do PP. Foi preso na mesma operação da PF que levou Costa em cana.

Se Costa não tivesse aceitado o cargo naquela conversa no Santos Dumont, talvez tudo transcorresse da mesma maneira no Planalto, no Congresso e na Petrobras. Seja lá por que razões tenha aquiescido à indicação do PP, Costa aceitou, há dez anos, ser mais um na multipartidária indústria da corrupção que define, em larga medida e há muitas décadas, a política brasileira: a arrecadação de dinheiro por meio de cargos no governo. Dinheiro sujo para financiar campanhas eleitorais. E dinheiro sujo para todos os que participam dessa indústria: donos de partidos, lobistas que criam dificuldades para vender facilidades, fornecedores do governo, doleiros que tornam viável o pagamento de propina.
    
O REPARTE DA PETROBRAS
O esquema do mensalão, em todas as suas complexas ramificações, consistiu numa tentativa de centralizar o vasto caixa nas mãos do PT. Especificamente, nas mãos do ex-tesoureiro Delúbio

Soares, que contava com a ajuda de alguns auxiliares. Era uma decisão ideológica. Para quem entendia a indústria por dentro, como o ex-deputado Roberto Jefferson, do PTB, era impossível de executar. A ideia do governo Lula era oferecer menos cargos a partidos como o PP e, em troca, manter um fluxo financeiro razoável para os aliados, por meio da dinheirama do mensalão. O esquema operado por Marcos Valério, contudo, era insuficiente para manter no azul a indústria da corrupção política. Era preciso mais. Era preciso entregar um pedaço do que todos os vários aliados do governo queriam: a Petrobras, maior empresa do país, que oferece as melhores oportunidades de negócios. Por isso o esquema coexistiu, no começo do governo Lula, com poucas, mas relevantes, nomeações de peso dos demais partidos. Paulo Roberto era uma delas.
 

Renan Calheiros e Fernando Collor (Foto: Joel Rodrigues/Frame/Folhapress e Monique Renne/CB/D.A Press)
Para aprovar o nome de Costa, Janene o levou à sede do PT em São Paulo, onde ambos se encontraram com Dirceu e Delúbio. Segundo um petista que testemunhou a reunião, Costa entendeu que, se devia a indicação ao PP, devia também, a partir daquele momento, fidelidade ao PT. Obedeceria doravante a dois mestres. Em seguida ao encontro na sede do PT, Lula recebeu, no Planalto, Dirceu e o então presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra. Dirceu apoiou a nomeação de Costa; Dutra contestou. Exaltou-se. Disse o que todos, em Brasília ou na Petrobras, sabiam: Janene era insaciável, e as operações de Costa poderiam trazer sérios prejuízos à Petrobras. Dirceu não recuou. Lula – que, alertado dos perigos do mensalão, nada fez – nomeou Costa. E repartiu politicamente os cargos na Petrobras. Deu diretorias para PT e PP, além de assegurar a presidência da Transpetro, a principal e bilionária subsidiária da Petrobras, ao PMDB. O ex-senador Sérgio Machado virou chefe da Transpetro, por indicação exclusiva do hoje presidente do Senado, Renan Calheiros. “Esse negócio de indicação (para a Transpetro) eu não tenho conhecimento”, diz Renan.

Com mensalão e Petrobras, entre outros cargos menores, os aliados pareciam finalmente satisfeitos. A descoberta do mensalão, em 2005, mudou tudo. A estratégia do PT, centralizar os financiamentos dos políticos, dera errado. Era preciso se ater aos esquemas tradicionais: cada partido cuidaria de seu caixa, por meio dos cargos que tivesse, ou que viesse a ganhar. A campanha de reeleição de Lula, em 2006, coincide com o primeiro momento da hoje infame compra da refinaria Pasadena, coordenada por Nestor Cerveró, então diretor internacional da Petrobras, indicado pelo PT e pelo PMDB. Como se confirmou há duas semanas, essa operação foi avalizada pela presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil. Dilma disse desconhecer as condições do contrato que eram lesivas à Petrobras. Disse ainda que faria diferente se soubesse delas. Como tinha enorme influência na Petrobras, Dilma será obrigada, caso a CPI trabalhe seriamente, a responder pelo que se fez com a estatal durante o governo Lula.

No caso do mensalão, tudo se descobriu; no caso da Petrobras, a corrupção ficou escondida por mais tempo. Com o avançar do governo Lula e a queda de operadores poderosos como Dirceu e Janene, os executivos da Petrobras buscaram novos padrinhos. Costa se tornou o principal diretor da Petrobras, representando os interesses do PP, do PT e do PMDB. Reportava-se, nos casos da construção de refinarias no Brasil, diretamente ao presidente Lula. Lula chamava Costa de “Paulinho”, de acordo com um dos sócios de Costa. Cerveró foi substituído na Diretoria Internacional por Jorge Zelada, uma indicação do PMDB da Câmara. Conforme revelou ÉPOCA, Zelada era subordinado, na prática, ao lobista João Augusto Henriques, uma espécie de Delúbio do PMDB. Arrecadava propina, segundo ele mesmo confessou a ÉPOCA, em nome da bancada do partido. O caso é investigado pela PF e pelo Ministério Público.
   
AGENDA DUPLA
Executivos como Zelada e Costa dividiam sua agenda entre o trabalho na Petrobras e despachos com os chefes políticos em Brasília. Costa frequentava cafés da manhã, almoços e jantares organizados por parlamentares. A maioria dos encontros dava-se nos apartamentos dos ex-líderes do PP na Câmara, Mário Negromonte, que foi ministro das Cidades, e João Pizzolatti. Nessas ocasiões, Costa prestava contas sobre negócios de interesse dos deputados. Zelada fazia o mesmo. Sérgio Machado, da Transpetro, também.

Um dos muitos negócios narrados nos encontros em Brasília envolve a Jaraguá Equipamentos Industriais, empresa de Sorocaba especializada em fornecer equipamentos para refinarias da Petrobras, área de influência de Costa. Em 11 de agosto de 2010, a Jaraguá transferiu, de uma só vez, R$ 1,1 milhão para as contas bancárias das campanhas de cinco políticos do PP. Desse total, R$ 1 milhão para os anfitriões dos encontros com Costa. Negromonte e Pizzolatti ganharam R$ 500 mil cada um. Apesar de ter sido a maior doadora de sua campanha, Pizzolatti não lembra a doação. “Tenho de ver com quem fez a prestação de contas. Não lembro”, diz. A generosidade da Jaraguá foi recompensada logo depois. No dia 30 de novembro de 2010, após as eleições, ela fechou dois contratos com a Petrobras, no valor de R$ 200 milhões, para trabalhar nas obras e montagem da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Dali a quatro meses, num consórcio com a empresa Egesa, fisgou outro contrato, de R$ 337 milhões, para trabalhar no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o Comperj. Esse contrato ainda está em vigor. Para ser aprovados, os três contratos passaram pelo crivo de Costa. Costa, afilhado do PP, interferiu na aprovação de mais de R$ 500 milhões para a Jaraguá. “Costa era nosso porta-voz na Petrobras”, diz o senador alagoano Benedito de Lira.

Casos como esse devem pulular na CPI. Ameaçam deputados e senadores do PP, do PT, do PTB, do PMDB… Os que vieram a público até o momento referem-se ao passado, àquele momento em que o mensalão secou. Quando Dilma assumiu o governo, conseguiu, para crédito dela, extirpar da Petrobras nomes como Costa e Zelada, apeados em 2012. A exceção é José Carlos Cosenza, que substituiu Costa como diretor de abastecimento. Foi uma surpresa para os técnicos da área. Cosenza era o número dois de Costa. Agia, portanto, sob as ordens dele. Todos esperavam que caísse junto. A amigos, a atual presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, confidenciou que não houve jeito. Dilma e Graça queriam demitir Costa desde o começo do governo. Pediram que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, convencesse o PMDB a abdicar de Costa. Como o PMDB não cedesse, Lobão pediu a Costa que se demitisse. Ele não topou. Saiu demitido. Cosenza assumiu seu lugar, com o aval do PMDB do Senado.
Vander Loubet, ANDRÉ VARGAS e CÂNDIDO VACCAREZZA (Foto: Reprodução, Juliana Knobel/Frame/AE e Alan Marques/Folhapress)
ELLE VOLTOU
Dilma também não conseguiu limpar a Transpetro e a BR Distribuidora, as duas maiores subsidiárias da Petrobras. Aqui, entra o presente. Essas duas empresas ainda estão nas mãos de políticos – que correrão os riscos inerentes a uma investigação parlamentar. O ex-presidente Fernando Collor de Mello, antes inimigo do PT e de Lula, é o padrinho, desde 2009, de três diretores da BR, incluindo o presidente da empresa, José Lima Neto, que também recebeu o aval de Lobão. Em mais uma demonstração de que o tempo se recusa a passar em Brasília, Collor conquistou as diretorias da BR durante… a última CPI da Petrobras. Em 2009, o Senado criou uma comissão para investigar a estatal. Era um arremedo. Não deu em nada.

Não para Collor. Eleito senador em 2006, ele foi o representante do PTB na CPI. Ameaçava com requerimentos e queria até levar a discussão do precioso marco legal do pré-sal para a comissão. Em agosto, descia a lenha na Petrobras. Lula o chamou para conversar. E tudo foi resolvido. No mês seguinte, o Conselho de Administração da Petrobras, numa reunião em que Dilma estava presente, aprovou a nomeação de dois dos indicados de Collor. Uma terceira diretoria está sob o comando de um grupo de deputados do PT que pode ser descrito como “PMDB do PT”. Cândido Vaccarezza, José Mentor, Vander Loubet e André Vargas compõem esse grupo. Vaccarezza afirma que participou da indicação de Andurte de Barros Duarte para a direção da BR Distribuidora. “Eu e a bancada do PT. A indicação foi feita quando eu era líder”, afirma. Vaccarezza diz que Andurte não é filiado, mas tem boas relações com o PT e o conhece há muito tempo. O deputado André Vargas afirma que conhece Andurte como alguém próximo do PT, mas não se lembra da indicação. Procurados, os deputados Vander Loubet e José Mentor não foram localizados.

Com Collor, o presente nunca foi tão passado em Brasília. Segundo seis pessoas, entre eles parlamentares, lobistas e técnicos da Petrobras, o consórcio entre Collor e os deputados do PT na BR Distribuidora tem como intermediário Pedro Paulo Leoni Ramos, conhecido como PP. Ele é amigo de Collor desde a juventude. Collor foi seu padrinho de casamento. Integrava o “grupo de Pequim”, a turma de amigos que decidiu que Collor deveria ser candidato à Presidência durante um jantar na China, em 1987. Filho de um coronel do Exército, apesar da inexperiência na área, PP foi secretário de Assuntos Estratégicos no governo Collor. Era encarregado de tratar com os militares de assuntos delicados, como a extinção do Serviço Nacional de Informações (SNI), o maior órgão de espionagem da ditadura, e do programa nuclear. PP apareceu mesmo pela atuação em negócios em outras áreas. Foi acusado de coordenar no governo o “esquema PP”, que atuava na Petrobras e em fundos de pensão de estatais. Na Petrobras, funcionários eram obrigados a repassar negócios a pequenas empresas ligadas a PP. Em 1992, PP foi acusado de interferir em negócios feitos pela Previ, o gigantesco fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

PP é hoje dono de diversas empresas, especialmente na área de energia e consultorias. Um dos sócios em suas empresas é seu cunhado Roberto Figueiredo Guimarães. Como ele, Guimarães foi um jovem com cargo importante no governo Collor. Aos 30 anos assumiu o cargo de secretário do Tesouro Nacional, subordinado à ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello. Em 2007, Guimarães se tornou presidente do Banco de Brasília, o BRB, um dos poucos bancos estaduais ainda não privatizados. Durou pouco no cargo. Dois meses depois, foi preso pela Polícia Federal na Operação Navalha, devido a sua atuação no emprego anterior. Guimarães fora contratado um ano antes como consultor financeiro do governo do Maranhão. De acordo com as investigações da PF, ele ajudou a construtora Gautama a desviar recursos de obras para o governo maranhense. Com PP, Guimarães é encarregado de lidar com clientes da BR Distribuidora. Outro de seus sócios, Ricardo Kassardjian, é responsável por cuidar da Infra Asset Management. Kassardjian, também influente no governo Collor, intermedeia negócios da estatal com fundos de pensão.

Procurados por ÉPOCA, o senador Fernando Collor e os empresários Pedro Paulo Leoni Ramos e Ricardo Kassardjian não responderam aos pedidos de entrevista. O dono da Jaraguá Equipamentos Industriais, Álvaro Bernardes Garcia, também não respondeu. Roberto Figueiredo afirmou não ter ligação alguma com negócios envolvendo a Petrobras ou suas subsidiárias. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Com Petrobras enfraquecida, ‘Pré-sal’ pode ficar na mão das chinesas Estatais chinesas podem ter que se unir em um só consórcio no pré-sal

Estatais chinesas podem ter que se unir em um só consórcio no pré-sal



 Denise Luna

vinheta-clipping-navalA Agência Nacional do Petróleo está avaliando se a Sinopec, uma das três chinesas que se inscreveram para o leilão do pré-sal previsto para 21 de outubro, poderá participar da disputa em um consórcio separado das outras duas estatais chinesas inscritas, CNPC e Cnooc.
Essas duas, pelo edital, não podem participar de consórcios diferentes. O objetivo é evitar que o controlador, no caso o governo chinês, tenha informações privilegiadas sobre os outros consórcios.
 
Ontem, a agência reguladora habilitou as 11 empresas que se inscreveram para o primeiro leilão sob o regime de partilha.
Além das três chinesas, elas são a indiana ONGC, a colombiana Ecopetrol, a japonesa Mitsui, a portuguesa Petrogal, a Petrobras, a malaia Petronas, a anglo-holandesa Shell e a francesa Total.

A Sinopec se inscreveu em parceria com a Repsol, com a qual já tem sociedade no setor. A chinesa, porém, também tem 30% da Petrogal.
A expectativa é que as empresas chinesas se associem à Petrobras. A presidente da estatal brasileira, Graça Foster, viajou à China no fim de agosto para conhecer os possíveis parceiros.

Com o caixa enfraquecido pela defasagem dos preços dos combustíveis, a Petrobras teria dificuldade de aumentar a sua participação. Ela já tem obrigatoriamente 30%.
O bônus que terá que ser pago pelo vencedor do campo, na bacia de Campos, é de R$ 15 bilhões. Se ficar com a fatia mínima de 30%, a Petrobras teria que desembolsar R$ 4,5 bilhões.

Com um parceiro chinês capitalizado, a expectativa do mercado é que o sócio banque a parte da Petrobras, recebendo posteriormente o pagamento em petróleo.
Se houver a restrição à participação da Sinopec em consórcio separado, a Petrogal e a Repsol Sinopec teriam que se unir à CNPC e Cnooc. Com a parceria com a Petrobras, o consórcio já bateria o limite máximo de cinco participantes.


FONTE: Folha de São Paulo, via Sinopse da MB
NOTA DO EDITOR: título original é – “Estatais chinesas podem ter que se unir em um só consórcio no pré-sal”

Garimpado do Poder Naval

AQUI JAZ A PETROBRÁS ADMINISTRADA PELO PT .


Administrada não, espoliada pelo PT.

É NATURAL QUE  LEVE  E HASTEIE  A  BANDEIRA NO TOPO  MAIS  ALTO DO TERRITÓRIO, OS AMERICANOS  LEVARAM SUA  BANDEIRA PARA A  LUA, OS ALPINISTAS LEVAM A BANDEIRA DE SEU  PAÍS  AO CUME DE SUAS  CONQUISTAS. 
NO BRASIL, . . . VAI  AO FUNDO  DO POÇO, DIGO, AO  FUNDO  DO  MAR.
Coincidência, a  partir  do  momento  que  a Petrobrás  vira  noticia  por  conta de suas  dificuldades  financeiras, devido  à  má  administração, enche as  telinhas  de  propagandas em todos  os  canais de TVs, sejam elas  abertas ou  pagas.


ROMBO NA PETROBRAS É MAIOR QUE QUALQUER MENSALÃO

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Fim de Lula e Dilma: Escândalo Bilionário na Petrobras é Maior que o Mensalão

Jefferson Mattos
24/06/2013 20h36 - Atualizado em 24/06/2013 20h36
 A compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras é o grande escândalo que o PT vinha abafando, mas acabou chegando ao Tribunal de Contas da União e com largas chances de aterrissar na Justiça Criminal.

No início de 2005 a refinaria Pasadena Refining System, de Pasadena, no Texas, foi adquirida pela empresa belga Astra Oil Company, pela quantia de US$ 42,5 milhões; em setembro de 2006 a Astra alienou à Petrobras 50% da refinaria mediante o pagamento de US$ 360 milhões, ou seja, vendeu metade da refinaria por mais de oito vezes o que pagara pela refinaria inteira, um ano e meio antes. Não seria de estranhar, por conseguinte, que a Astra Oil Co. pretendesse vender os 50% que permaneciam no seu patrimônio.

Ocorre que, por desentendimentos cuja natureza ignoro, a Astra ajuizou ação contra a Petrobras e nela a Petrobras teria sido condenada e, mercê de acordo extrajudicial, pagou à Astra US$ 820 milhões, pondo fim ao litígio.

O estranho negócio, que causou prejuízo de pelo menos US$ 1 bilhão à empresa e seus acionistas, tem como protagonistas pessoas muito próximas a Lula e, sob a ótica do escândalo, tem todos os ingredientes necessários para superar com folga o Mensalão do PT.

No olho do furacão estão Guido Mantega, ministro da Fazenda e atual presidente do Conselho de Administração da Petrobras; José Sérgio Gabrielli de Azevedo, ex-presidente da estatal petrolífera e atualmente secretário no governo Jaques Wagner; Almir Guilherme Barbassa, diretor financeiro da empresa e presidente da Petrobras International Finance Co., a caixa de Pandora da empresa; Nestor Cerveró, diretor financeiro da BR Distribuidora; e Alberto Feilhaber, funcionário da Petrobras durante duas décadas e há alguns anos trabalhando na Astra Oil, uma das empresas do grupo que atraiu a Petrobras para a refinaria de Pasadena e depois largou a bomba nas mãos dos brasileiros.

O escândalo ganha contornos maiores e mais perigosos porque à época do negócio, que pode acabar em tribunal de Nova York a pedido de investidores internacionais, a presidente do Conselho de Administração da Petrobras era Dilma Rousseff, que posicionou-se contra o projeto apresentado por José Sérgio Gabrielli, seu desafeto, mas que por imposição de Lula foi obrigada a aceitar o negócio.

Com um terço do seu valor corroído nos últimos três anos e enfrentando sérios problemas de fluxo de caixa, inclusive com direito a atraso no pagamento de fornecedores, a Petrobras vem assustando o mercado financeiro, cujos analistas apostam em um rombo de alguns bilhões de dólares na estatal.

Esse crime em termos de governança corporativa que o PT cometeu na Petrobras é infinitamente mais danoso do que a eventual privatização da empresa. Acontece que nenhum ser humano minimamente lógico e dotado de inteligência, a ponto de ser guindado a cargos de direção em uma empresa como a Petrobras, aceita um negócio lesivo, como a compra da refinaria texana, sem que haja um plano diabólico por trás.

O Ministério Público Federal (MPF) já se debruça sobre o preâmbulo de uma ação que investigará casos concretos de superfaturamento em contratos firmados pela Petrobras durante a gestão de José Sérgio Gabrielli.

Na mira do MPF também estão outros escândalos envolvendo a Petrobras, como o da Gemini, empresa através da qual governo brasileiro repassou, não de graça, o monopólio de produção e comercialização de gás natural liquefeito (GNL) a uma companhia norte-americana.

PORTAL i9


quarta-feira, 19 de junho de 2013

GRAÇA FOSTER, AMAURI SOARES E A ORDEM DO MÉRITO NAVAL. - TUDO A VER.

Sabia disso? Amauri Soares, o chefe, e Graça Forster agraciados com a Ordem do Mérito Naval

Al mare

animated-gifs-submarines-001
A presidente da PeTrobras, Graça Foster, e o diretor de eventos especiais da Globo, Amauri Soares – marido da bela apresentadora do JN, Patrícia Poeta – receberam em Brasília a Ordem do Mérito Naval.
fonte: coluna CH -  Garimpei a informação do  site da Marly Gonçalves  com animação  e tudo.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

APAGÃO ENERGÉTICO


Agora, o governo estuda um plano de emergência para enfrentar a falta de combustível no final do ano (pode haver até racionamento) e, ao mesmo tempo, sucedem-se apagões em diversas regiões do país, que a presidente Dilma Rousseff insiste em chamar de apaguinhos. Nos dois casos, são resultados de períodos anteriores de ineficácia e falta de planejamento. O lado curioso – se é que pode ser chamado assim - é que, nos dois períodos do governo Lula (exceção feita à época em que comandou a Casa Civil e virou a mãe do PAC), a ministra de Minas e Energia era a atual Chefe do Governo, que permaneceu na presidência do Conselho da Petrobrás até quando estava na Casa Civil.(Giba Um)
 * * *
Por que  isso  pode acontecer? 

O acúmulo de 41 poços secos ou subcomerciais em apenas três meses, como reportado pela Petrobrás em relação ao segundo trimestre do ano, é raro e demonstra, caso a quantidade seja confirmada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), um erro estratégico [1], avalia o geólogo Carlos Jorge Abreu, da Universidade de Brasília (UnB).


De acordo com o balanço trimestral divulgado na sexta-feira passada, os gastos de R$ 2,7 bilhões que a Petrobrás teve de abril a junho deste ano com os poços improdutivos contribuiu para o prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão no período. Desde o primeiro trimestre de 1999 que a empresa não tinha prejuízo.

Para o especialista da UnB, os resultados negativos dos 41 poços devem ter sido acumulados nos últimos anos [2]. A Petrobrás nega que isso tenha acontecido [3].

Na explanação a analistas, investidores e jornalistas realizada anteontem, a presidente Graça Foster e o diretor de Exploração e Produção, José Miranda Formigli, relataram que os poços foram perfurados entre 2009 e 2012, mas só no trimestre houve a conclusão de que a busca por óleo e gás deveria ser encerrada [4]. "41 é uma quantidade muito grande. Os poços vão sendo furados aos poucos. É estranho tanto poço seco assim. Se for isso mesmo, é ruim, porque demonstra uma falha de estratégia", afirmou Abreu, ex-geólogo da Petrobrás.


Um outro geólogo ouvido pelo Estado, que pediu para não ser identificado por trabalhar para empresa terceirizada pela Petrobrás, também fala da incredulidade dos especialistas em relação a tantos poços secos. Nunca, segundo ele, registraram-se tantos poços sem condições de comercialização. [5]

[1] Não acho que tenha sido um erro estratégico. Parece que os poços já estavam secos e que somente agora a empresa efetuou a baixa contábil. Se isto for verdade, o nome para isto é fraude contábil
[2] Esta é a hipótese mais provável
[3] A empresa irá negar, pois isto caracterizaria fraude contábil.
[4] É muito estranho que isto tenha ocorrido de maneira acumulada. Geralmente a mudança de gestão de uma empresa tende a conduzir a um aumento nas baixas contábeis. Mas a atual gestão já está na empresa há meses.
[5] Se isto for verdadeiro indicaria que a empresa manipulou os dados contábeis
 

Voce  poderá  ler  reportagem  completa aqui  em

CONTABILIDADE FINANCEIRA 

* * * 
Se as  coisas  continuarem desse  jeito, logo, logo  a  PF  chega  lá  també.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

DESTAQUES - ECONOMIA , PETROLEO.

EM CINCO ANOS EUA VOLTAM A SER O MAIOR PRODUTOR DE PETRÓLEO DO MUNDO!
       
De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), os EUA deverão tornar-se o maior produtor mundial de petróleo até 2017, ultrapassando a Arábia Saudita até meados da década de 2020, graças à exploração crescente de petróleo e gás de xisto e também do chamado "petróleo leve" (light tight oil). Atualmente, os EUA produzem 10,9 milhões de barris diários de petróleo, contra 11,6 milhões da Arábia Saudita. Os EUA, que importam 20% de suas necessidades energéticas, deverão se tornar quase autossuficientes em 2035. Tornará exportador líquido de petróleo em cerca de 2030, prevê a agência.
                                                    * * *

FRANÇA: ECONOMIA PERDE COMPETITIVIDADE!
      
1. Em avaliação anual sobre a situação econômica na França, o FMI aponta não apenas a crise europeia, mas também a perda de competitividade como as principais causas para a falta de dinamismo econômico no país.   O FMI alerta para a importância de a França seguir o exemplo das reformas das grandes economias europeias. "A perda de competitividade é anterior à crise atual, mas ela corre o risco de agravar-se ainda mais se a economia francesa não se adaptar no mesmo ritmo que seus principais parceiros comerciais na Europa."
     
2. O FMI reiterou sua expectativa de crescimento na França nos próximos dois anos (+0,1%, em 2012, e +0,4%, em 2013), menos otimista que as projeções oficiais de Paris (+0,3%, em 2012, e +0,8%, em 2013).   "Le Figaro" surpreendeu com a revelação de que um grupo de economistas alemães estaria preparando uma proposta de reforma econômica para o Governo francês.

 (notas do Ex-  Blog do  Cesar  Maia)
* * * 
O Brasil inventou o  Proalcool-   ,foi um programa bem-sucedido de substituição em larga escala dos derivados de petróleo. Foi desenvolvido para evitar o aumento da dependência externa de divisas quando dos choques de preço de petróleo. De 1975 a 2000, foram produzidos cerca de 5,6 milhões de veículos a álcool hidratado.

Eramos  o único pais  no  mundo  a  possuir  um combustível  alternativo, muito  criticado na  época, mas que deus  resultado. Hoje  o  Brasil  importa o  etanol/alocol dos  Estados Unidos.

Em 2005  diziam ou  disseram  que  o  Brasil era auto  suficiente  na  produção  de  Petróleo, o tempo  mostrou  que  o  Brasil nunca atingiu  esses  resultados na  prática., nem em  2007 e a  promessa agora  é  para 2014, por que será?

Sobre a França, o que se  percebe  é  que  o  Sarkozy, deixou  uma  herança maldita para  o  seu  sucessor. 
 
 

domingo, 4 de novembro de 2012

Governo Federal teme falta de combustível

Há  uns  15  dias  atrás, estive participando de  uma  reunião e  depois  fomos  para  um ágape. Dividi  a  mesa  com um empresário, um funcionario  aposentado  do  Banco  do  Brasil e  um gerente  da Caixa, esse  petista  de carteirinha. Só  elogios  para  a  nossa  economia requentada, os  investimentos  das  montadoras etc... aí  não  deu  pra segurar  né.

Mostrei  pra ele  que a  PETROBRÁS, estava  incapacitada  de fazer  investimentos e  cantei  a  bola  que  a falta de  combústivel  viria  à  tona assim que  passasse  as eleições, falei  pra  ele da  importação  de etanol, que  toda  nossa  politica  de crescimentos  de  sucessos  era  calcada  em cima de  mentiras  desse  falastrão, falei pra ele  que  por  conta da  labirintite  do  governo provavelmente ele  levaria  a CAIXA e o  BB a  pique, daí  ele  quis mostrar-me sobre  os  investimentos das  montadoras  no  Brasil, tive  que  contar  uma  historinha  pra  ele  sobre  a quebradeira  na  Europa, e  que as  montadoras francesas  haviam sido  privilegiadas pela  politica sindicalista do desgoverno, que as empresas espanholas em particular  o  Santander, envia  fortuna  para  sustentar  a  coroa que  está  falida de  boné nas  mãos.E o  mais  interessante, parecia  que  o  cara  não  sabia  nada  disso.

Agora degustem a  notícia  abaixo publicada  na  Folha de hoje:  

Governo Federal teme falta de combustível no país ainda neste ano


 04/11/2012 - 06h00
RENATA AGOSTINI
DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA  


Algumas regiões do país estão sob ameaça de ficar sem combustível no fim deste ano.



Para evitar o desabastecimento, ou atenuá-lo, o governo federal já começou a traçar um plano de emergência, que envolve a ampliação da capacidade de transporte e de armazenamento.

As reuniões tiveram início em outubro, com técnicos do Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional do Petróleo, Petrobras e representantes das distribuidoras e dos produtores de etanol.

"Há uma grande preocupação com o curto prazo. O governo já sabe que será preciso um forte ajuste entre Petrobras e distribuidoras para que não ocorram problemas no fim do ano", diz Antônio de Pádua Rodrigues, presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), que participa das reuniões.

Segundo avaliação do grupo, as regiões mais ameaçadas são o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste, além de Minas e Rio Grande do Sul.

A perspectiva de colapso se deve a três fatores: 1) o consumo recorde de gasolina, que, em 2012, pela primeira vez passará de 30 bilhões de litros; 2) a falta de capacidade interna de produção; e 3) problemas de infraestrutura de armazenagem e distribuição.

No fim do ano esse problema se agrava porque, historicamente, o consumo nos meses de novembro e dezembro é cerca de 10% superior à média registrada nos bimestres anteriores.

Para acompanhar a alta da demanda interna, a Petrobras vem importando cada vez mais gasolina. Até setembro, foram 2,4 bilhões de litros, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2011, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

A importação torna a distribuição mais complexa. O transporte da gasolina por navios, já sujeito a intempéries, sofre com a falta de infraestrutura dos portos, hoje sem espaço para atracação e armazenamentos.


PELO MAR

Pará, Amapá, Maranhão, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte são os Estados mais vulneráveis. Quase todo o combustível que abastece os consumidores desses locais chega pelo mar.

Em outubro, o Amapá ficou sem gasolina. O Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Pará relata que houve, também, problemas de abastecimento em Belém, além de cidades do Amazonas e do Piauí.

"A coisa está bem torta aqui", diz Eurico Santos, presidente da entidade.

Para o sindicato, o número de caminhões-tanque não deu conta do aumento rápido do consumo. Além disso, os terminais que recebem combustível reduziram investimentos em ampliação porque estão com contratos provisórios, o que dificulta o acesso ao crédito.

PRODUÇÃO

A Petrobras se empenha para produzir mais gasolina e amenizar o problema. Na apresentação dos resultados do terceiro trimestre, afirmou que suas refinarias já atingiram 98% da capacidade.

Em algumas regiões, no entanto, já há um esgotamento da capacidade de produção.

É o caso da Regap, refinaria em Betim (MG). Para abastecer os postos de parte de Minas Gerais e do Centro-Oeste, ela passou a redistribuir combustível de outras unidades. Atrasos e a falta de caminhões podem levar a interrupções da distribuição.

O mesmo acontece no Rio Grande do Sul, outro Estado que teve crise de abastecimento no mês passado. A refinaria Refap, em Canoas, está com problemas de produção para atender à gasolina demandada. Com isso, passou a buscar combustível no Paraná e parte precisou ser importada, entrando no país via porto do Rio Grande.

O Sindicom (Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis), que tem assento nas reuniões com o governo federal, informou que o plano de contingência deverá ampliar o número de caminhões e a capacidade dos tanques de armazenagem.

Os encontros entre governo e o setor serão permanentes até o fim do ano. "Estamos nos empenhando para evitar os problemas", disse Alísio Vaz, presidente do Sindicom.

Procurada pela Folha, a Petrobras afirmou que não iria comentar a questão. O Ministério de Minas e Energia foi procurado no fim da tarde de quinta-feira e, até o fechamento desta edição, não havia dado resposta.


Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 9 de outubro de 2012

RABO DE GALO DA PETROBRÁS - AGORA SAI.

Nos próximos dias, o governo federal vai aumentar de 20% para 25% o percentual de etanol na gasolina. A própria Graça Foster, presidente da Petrobras, defendeu a medida, na semana passada, em seminário em São Paulo. É “uma solução” para os problemas de caixa da estatal, que vem importando 100 mil barris/dia de gasolina para atender a demanda doméstica crescente. Esse combustível vem sendo colocado no mercado a preços subsidiados para não impactar a inflação, também ascendente pela alta de alimentos. A Petrobras está importando gasolina a R$ 1,65 para revender dentro do país a R$ 1,25: ou seja, prejuízo de 25% por litro ou R$ 0,40. (Giba Um))
* * *
Esse rabo  de  galo estava para acontecer desde  julho 2012, agora  passado o perído eleitoral, ninguém mais segura.
Vem aí também o  aumento  dos pedágios previstos  para dezembro  aqui  no Paraná.