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sábado, 1 de fevereiro de 2014

DE MÃOS DADAS COM O SANTANDER

DE MÃOS DADAS COM O SANTANDER


31/01/2014
No dia 29 de janeiro último, sob o título grosseiro  e hipócrita “Pusemos pra correr o diretor administrativo do Banesprev” a Afubesp  abordou o assunto da renúncia de um Diretor eleito democraticamente para o cargo de Diretor Administrativo do Banesprev.
Mais uma vez, Sindicatos e Afubesp, aliados ao Banco Santander, investem contra direitos da comunidade banespiana, ao exigirem (Sindicatos, Afubesp e Banco Santander), sob ameaças de ações na Justiça, a renúncia de um colega legitimamente eleito  e no pleno exercício de suas funções.
Abordam ainda, de maneira maledicente, a questão da remuneração do diretor,  tentando provar que 2 mais 2 são 5!
FALANDO EM REMUNERAÇÃO...
Foi muito oportuno que a Afubesp tratasse do tema  remuneração, pois, muito embora a diretora derrotada nas últimas eleições tenha tomado posse com a ajuda  do Santander/sindicatos/Afubesp, ela mesma  dezembro de 2012, posicionou-se, por e-mail, frontalmente  contra o pagamento de remunerações aos aposentados que fossem eleitos para a Diretoria do Banesprev.
Pasmem! Qual foi a primeira manifestação dessa candidata derrotada, tão logo soube da renúncia do nosso colega?
Sua primeira e única providência até hoje foi reivindicar, por e-mail, que o Banesprev lhe pagasse:
Despesas de viagens  aéreas;
Despesas de diárias de hotel;
Vale alimentação;
Transporte e despesas de táxi cidades x aeroportos;
Remuneração.
TÍTULO GROSSEIRO e CONGELAMENTO
Com relação à grosseria do título da matéria publicada no site,  a AFUBESP e SINDICATOS esqueceram de publicar que entre os anos de 2001 e 2006 também puseram para correr,  via congelamento, para  bem longe de nós os nossos reajustes salariais, de complementações e pensões resultando em perdas de mais de 60% do nosso poder aquisitivo, transferidos diretamente para a poupança da família Botin na Espanha!!!!
Além do mais, nunca é demais lembrar que foram os Diretores apoiados pela  Afubesp e Sindicatos , na época, e hoje novamente candidatos, que perderam a  oportunidade de zerar o déficit do Plano II ao não venderem  as ações da carteira de ativos do Plano na alta da Bolsa em 2006/2007  e adquirirem títulos públicos de renda fixa, sanando, definitivamente, os déficits do Plano II e do Plano III ;
Esqueceram de dizer que foram os Diretores por eles apoiados  que aplicaram recursos do Banesprev na Bancoop- Cooperativa dos Bancários, hoje falida, causando enormes prejuízos
(calote) aos nossos colegas que  sonharam, um dia,  adquirir uma casa própria;
Esqueceram de dizer que foram seus companheiros que foram expelidos do GEAP- Fundo de Pensão dos Funcionários Públicos Federais - (Fundação de Seguridade Social)
E por último, mas não menos importante:
Na matéria publicada no site da Afubesp há um verdadeiro “samba do crioulo doido” quando afirma que os arts. 20 e 21 da Lei Complementar 108/2001 se aplicam ao presente caso.
Ou não leram e se leram não entenderam porque a lei 108/2001 em seu capítulo III trata DAS ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
PATROCINADAS PELO PODER PÚBLICO E SUAS EMPRESAS. 
A conclusão é clara: Como nem o Banesprev nem o Santander e nem a Cabesp são empresas estatais, essa lei não se aplica ao presente caso.
Nada justifica suas intenções de iludir nossos colegas por intermédio de manipulação das leis que regem a previdência complementar.
E agora eles querem novamente voltar para a  administração dos nossos recursos no Banesprev!


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domingo, 14 de abril de 2013

A INFLUÊNCIA E O PODER DE TATCHER -Por Maria Lúcia Victor Barbosa

 A influência e o poder de Thatcher 

Foto do The Telegraph


Por Maria Lúcia Victor Barbosa

Na Inglaterra, onde se originaram fenômenos políticos, econômicos, sociais e culturais capazes de influenciar o mundo, a rainha Elizabeth I, a rainha Vitória e Margaret Thatcher foram mulheres notáveis que frente ao poder dele souberam se desincumbir com rara maestria.

Margaret Thatcher faleceu dia 8 deste abril, aos 87 anos, deixando um legado extraordinário. Sua firmeza, coragem e competência lhe acarretaram o ódio da esquerda e dos sindicatos que ela colocou de joelhos, mas a única mulher que se tornou primeira-ministra da Inglaterra e governou seu país por mais de 11 anos, nunca esmoreceu diante dos desafios e dificuldades. Como ela disse certa vez: “Eu não sou uma política de consenso”. “Eu sou uma política de convicções”.

Diferente da nobreza por sua origem plebeia, Thatcher proveio de um ambiente modesto. Saiu da lower middle class, sendo filha de um merceeiro e de uma costureira. Estudou em escola pública, o que não a impediu de conseguir uma bolsa de estudos que lhe permitiu fazer brilhantes estudos de química em Oxford antes de se encaminhar para o Direito, tornando-se depois especialista em questões fiscais.

Em 1959, depois de duas derrotas, foi eleita para a Câmara dos Comuns. Dois anos depois se tornou subsecretária de Estado para Questões Sociais. Em 1970 assumiu a pasta da Educação. Em 1975 se tornou líder do Partido Conservador, eleita pelos 276 deputados conservadores da Câmara dos Comuns. E a partir de1979 até o final de 1990, governou a Inglaterra como primeira-ministra tendo ganhado três eleições com ampla maioria.

Quando assumiu o comando da Inglaterra, Thatcher enfrentou um cenário economicamente muito difícil. O PT da Inglaterra, Partido trabalhista, seguindo a tradição socialista elevava os gastos públicos, recorria ao aumento dos salários, incrementava a estatização. Isto em meio a uma inflação de 25%, um crescimento pífio da economia e um milhão de desempregados, o que acarretava ondas de greves no setor público, deixava os políticos imobilizados e paralisava ainda mais a economia do país que sucumbia ao esquerdismo dos sociais-democratas e desenvolvimentistas.
Como analisou Gustavo Patu (Folha de S. Paulo – 09/04/2013): “A escalada dos gastos públicos elevava a inflação, a carga tributária e enfraquecia as empresas”. “A debilidade era enfrentada com proteção à Indústria e aos salários, demandando mais gastos e criando um ciclo vicioso”.

Thatcher partiu para o ideário liberal e pôs a casa em ordem. Enfrentou os sindicatos, privatizou e só deixou sobreviver setores produtivos que fossem lucrativos. Além disso, criou agências reguladoras fortes e independentes, priorizou a Educação e a Saúde.

A revolução liberal de Tatcher não só obrigou o Partido Trabalhista a se render a dogmas liberais, o que foi chamado de New Labour, como influenciou a transformação da esquerda em todo mundo. Inclui-se o governo tucano de FHC e, atualmente o governo petista com suas canhestras tentativas de privatizações apelidadas de concessões, sendo que o PT faz lembrar a letra de uma música de Alceu Valença: “nós somos cópias mal feitas”.

Ainda no plano externo Thatcher teve papel decisivo na derrocada da URSS e na queda do Muro de Berlim ao influenciar Mikhail Gorbatchov. Foi, portanto, peça fundamental numa parceria com o presidente norte-americano, Ronald Reagan, na importante vitória ocidental da guerra fria.

Outro episódio que demonstrou sua coragem e determinação ocorreu na guerra das Ilhas Falklands, promovida pela Argentina de modo grotesco e trágico. O Exército argentino se rendeu quase sem luta e quando o conflito terminou a frustração popular se voltou contra o governo Galtieri. De forma oposta, na Inglaterra o governo de Margaret Tatcher recebeu estrondosa vitória eleitoral. 
Que Cristina Kirchner pense duas vezes antes de prosseguir com sua patacoada com relação às Falklands.

Afirma, contudo, Roberto Simon (O Estado de S. Paulo, 09/04/2013), que Margaret Thatcher, “em sua autobiografia, ao se questionar sobre o principal feito de sua vida, não menciona a guerra das Falklands ou a mudança das bases da economia britânica, mas uma garota judia, Edith Muhlbauer, que ela ajudou salvar da brutal perseguição aos judeus e levar para a Grã-Bretanha quando Hitler anexou a Áustria, em 1938”. Posteriormente Edith veio para o Brasil e constituiu família. Diz sua filha, Betina Nokleby, que a família Thatcher salvou a vida de sua mãe.

No Brasil, com mais de 10 anos no Poder, o PT institucionalizou a corrupção e agravou a meritofobia. A primeira mulher presidente do país tornou-se não a mãe do PAC, mas a mãe da inflação e dos pibinhos. Isso significa que não basta ser mulher para automaticamente brilhar no poder. Tanto mulheres quanto homens, para governar têm que ser competentes, honestos e ter visão de bem comum. Isto Lady Thatcher tinha de sobra.

(*) Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.