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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Rachel Sheherazade, um bandido pelado e a moral de cueca do PSOL


Rachel Sheherazade, um bandido pelado e a moral de cueca do PSOL

Michael Caceres
O PSOL saiu – com sua moral de cueca – em defesa do bandido espancado, amarado ao poste, pelado, nu e com a mão no bolso. Faz-me rir! Basta lembrar que o partido está por trás do terrorismo moderno chamado Black Blocs. As esquerdas, com as suas ditaduras de opinião, acham convincente defender bandidos e ignorar a sociedade.
Rachel Sheherazade
No caso da jornalista Rachel Sheherazade o problema não é a dita “apologia ao crime”, mas a critica ao bandido.  É papel dos esquerdistas lidar com os fatos através da distorção. Falo caros leitores, da polêmica criada pelo PSOL em torno da opinião de Sheherazade no SBT Brasil de terça (4).
Ao fazer um comentário a favor dos cidadãos que detiveram um assaltante, o agrediram e o deixaram nu e preso com uma trava de bicicleta a um poste, Sheherazade provocou a ira dos intelectuais de esquerda e defensores dos Direitos Humanos.
Antes que prossiga: os leitores — católicos, evangélicos, agnósticos, ateus etc. — conhecem a minha opinião: Sou a favor da justiça, contra a violência, mas sempre favorável à punição de bandido. E ponto! Pode parecer tautológico, mas bandido bom é bandido preso – ou punido, leia-se como achar melhor.
Para começo de conversa, é importante ressaltar que pegar Sheherazade como ícone da “direita” é conveniente às ideologias de esquerda. Afinal, por mais que os cidadãos – os sem máscaras – sejam pressionados pelos fatos distorcidos apresentados pelos ditos intelectuais progressistas, o bom senso da maioria é contra a inversão de valores morais que a esquerda promove.
O PSOL fez um bafafá, o líder do partido na Câmara dos Deputados, Ivan Valente, com muita coragem – se me permitem o trocadilho – ameaçou procurar o Ministério Público e declarou: “Defendo total liberdade de imprensa, mas não a liberdade para mandar torturar, matar, assassinar e fazer justiça com as próprias mãos. Ser anticonstitucional, ilegal e aplaudida, para quê? Atrás do Ibope?”.
Muito bem! As sugestões de Valente não foram citadas por Sheherazade, tudo o que ela disse foi que era “compreensível” a atitude dos cidadãos que prenderam o bandido ao poste. A fala da jornalista foi: “Num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível”, disse. “O Estado é omisso, a polícia desmoralizada, a Justiça é falha… O que resta ao cidadão de bem, que ainda por cima foi desarmado? Se defender, é claro”. Ela ainda completou: “O contra-ataque aos bandidos é o que chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite”.
Mas valente fala aquilo que seu partido está familiarizado. O partido tem entre os seus fundadores o italiano Achile Lollo. Jogou gasolina por baixo da porta da casa de um adversário político e meteu fogo. No imóvel, estavam um gari, sua mulher e seis filhos. Dois morreram queimados: Stefano, de 8 anos, e Virgilio, de 22. Entenderam? Faz parte do jogo político do PSOL “torturar, matar, assassinar e fazer justiça com as próprias mãos”.
A jornalista cristã já havia sido alvo do terrorismo dos intelectuais de esquerda em outra ocasião. No ano passado, mais precisamente em 26 de dezembro, no Facebook do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. foi postada a seguinte mensagem: “Meus votos para 2014: que Rachel Sherazedo seja estuprada”. Logo em seguida: “Votos para 2014: que a Rachel Sherazedo abrace bem forte, após ser estuprada, um tamanduá”. Hum? Se os socialistas do PSOL saíram em defesa da jornalista? Evidente que não.
Para um socialista do PSOL a suposta luta contra o preconceito, é apenas uma nuvem de fumaça para esconder o totalitarismo, a ditadura de opinião e as campanhas sorrateiras para inversão de valores morais. Um exemplo desta falsa luta pela liberdade de expressão e pelos direitos sociais está nas manifestações nas ruas. Em São Paulo, por exemplo, o serviço secreto da PM descobriu que militantes do partido estariam recrutando punks para o quebra-quebra durante as manifestações contra o aumento das tarifas no transporte.
O que quer essa gente? Repito: a inversão de valores e o totalitarismo por meio da violência e do terrorismo intelectual. Ou: faz parte da esquerda a imposição de uma luta de classes. Vamos pensar um pouquinho. A guerra de valores na sociedade entre “conservadores” e “progressistas” – estou do lado conservador, antes que me perguntem – tem sempre os partidos de esquerda envolvidos.
Não por acaso, o PSOL tem entre seus militantes Jean Wyllys, ex-bbb, deputado federal e ativista gay. Wyllys é do tipo que veste a camisa do partido. Eis aí. Por isso, busca distorcer fatos, impor o que chama de “direitos” e apresentando sempre uma opinião recheada de preconceito de classes faz da bandeira seu ideal. Tratarei sobre Wyllys no próximo artigo.

Comento:

A fala de Sheherazade é fácil de interpretar, não tem nada de apologia ao crime, mais um desabafo sobre o terror da impunidade e da injustiça que se instaura no Brasil. Vamos por parte.
“Num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível”.
O que é “compreensível” é a busca por justiça, a atitude dos cidadãos em tentar resolver o problema que as autoridades não conseguem resolver. Sheherazade não disse que o justificável é “mandar torturar, matar, assassinar e fazer justiça com as próprias mãos”, mas a atitude de reação contra a violência, por isso ela começa falando sobre a situação do país: “País que sofre de violência endêmica”. E prossegue: “O Estado é omisso, a polícia desmoralizada, a Justiça é falha…”.
A imagem do Brasil e a cara que a imprensa progressista pintou para os cidadãos reflete a sensação de omissão, desmoralização e injustiça. Um Estado omisso, uma polícia desmoralizada e mal paga, com uma Justiça falha, que segue um Código Penal ultrapassado.
“O que resta ao cidadão de bem, que ainda por cima foi desarmado?”. Qualquer criança responde a esta pergunta. O cidadão de bem não vai sair para as ruas usando máscaras e quebrando a cidade. O cidadão de bem não vai colocar fogo na casa do prefeito ou dos representantes do Estado. O cidadão de bem vai buscar: “Se defender, é claro”. Uma pergunta: O que o cidadão de bem faz para proteger sua família?
Ela ainda completou: “O contra-ataque aos bandidos é o que chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite”.

Encerro:

Em nenhum momento a jornalista disse que era justificável torturar, matar, pelar – se me permitem a piada – ou qualquer tipo de ação extrema. O que ela diz ser justificável é a busca por justiça diante de um Estado injusto. Mas os palermas não conseguem entender este tipo de fala, não conseguem se posicionar ao lado do cidadão de bem, por isso as críticas, por isso as mentiras, por isso a ira.
É mais justificável tratar o cidadão a paus e pedras – usando máscaras, é claro – do que o bandido como ele merece ser tratado.
Fonte: GospelPrime
Divulgação: www.juliosevero.com
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domingo, 9 de setembro de 2012

ASCENSÃO E QUEDA - Por Maria Lucia Victor Barbosa.


"Então, o PT copiou as politicas econômicas e sociais de FHC, mas sempre as criticando como herança maldita. Mesmo assim o PSDB foi o grande auxiliar de Lula, muito mais do que parte do PT que cindiu e formou o PSOL e mais ainda do que a base aliada. E quando Lula poderia ter sofrido o impeachment à época da CPI dos Correios, FHC sustentou o amigo no poder. Aliás, com raras exceções, os tucanos sempre demonstraram um imenso encantamento por Lula e nunca souberam ser oposição enquanto o PT, de modo implacável, atacava como ainda ataca Fernando Henrique e sua herança maldita."

ASCENSÃO E QUEDA


Maria Lucia Victor Barbosa

08/09/2012



 Para simularem uma espécie de ideologia de esquerda e protegerem seu “pobre operário”, Lula da Silva, que há muito não é pobre nem operário, ardilosamente os donos do poder inventaram que elite é aquela entidade suja e rancorosa composta por ricos impiedosos, que aliados a uma imprensa a serviço de monstruosos interesses têm como objetivo destruir o magnânimo pai da pátria e seu partido. Enfim, uma atraente versão tropical e populista da luta de classes, algo que deve ter feito Karl Marx tremer na tumba.

Nos estudos clássicos de Sociologia o termo elite ou escol tem sentido bem diferente como os vistos nas primeiras abordagens elaboradas pelos chamados “maquiavelistas”, Vilfredo Pareto, Gaetano Mosca, Robert Michels e Georges Sorel. Em vez da luta de classes eles consideravam que a história das sociedades é a luta das elites pelo poder.

Pareto (1848-1923) entendia elite de modo positivo, pois fariam parte do escol pessoas de qualidades excepcionais tanto pelo seu trabalho quanto por seus dotes naturais e, de forma realista afirmou: “Todo escol que não se dispõe a travar batalha para defender suas posições está em plena decadência; só lhe resta deixar o lugar a outra elite que tenha as qualidades viris que lhe faltam”.

 Gaetano Mosca (1858-1941) preferiu o termo classe dirigente ou dominante em vez de elite para designar a distinção entre dirigentes e dirigidos.

Sem aprofundar a discussão sobre tais teorias lancemos um olhar sobre o quadro das eleições municipais lembrando que, pelo fato do PT se manter na presidência da República há quase 10 anos se pode dizer que é a classe dirigente, dominante ou elite sem, é claro, as boas qualidades de que falou Pareto.

Posto isso, recorde-se que na sua longa trajetória para lograr Lula lá os petistas desenvolveram certas táticas que continuam usando, tais como: Jamais aceitar críticas por menores que sejam e reagir às mesmas com maior agressividade possível; encarar o adversário como inimigo; invés de argumentar desqualificar quem não reza por sua cartilha como incompetente, rancoroso, invejoso, membro da famigerada e suja elite; usar a sedutora e comovente imagem de vitima transformando suas vítimas em seus algozes; distorcer ao máximo os fatos; usar de meios baixos para atacar adversários como, por exemplo, falsos dossiês ou compra de apoios.

Essas táticas foram usadas à exaustão para resguardar a figura de Lula tornada excelsa. Para ele só o elogio, qualquer crítica é considerada como grave preconceito. Então, amparado pelos companheiros e pelo marketing o guardião do poder petista exerceu plenamente o paternalismo pedagógico e a alienação das massas. Ele foi o “líder-preceptor que precede ao nascimento do Estado-Nação”. Por isso sempre dizia com prazer: “nunca antes nesse país”.

Antes de chegar ao cargo mais alto da República o PT soube ser oposição. Durante os oito anos de mandato de FHC petistas gritaram: “fora Fernando Henrique”. Ao mesmo tempo, tudo que FHC fazia era estridentemente criticado.

Apesar disso, quando Lula finalmente alcançou a presidência da República, Fernando Henrique inventou a “transição”, ou seja, colocou a disposição de Lula seus melhores técnicos para que ensinassem aos neófitos do PT como se governa.

Então, o PT copiou as politicas econômicas e sociais de FHC, mas sempre as criticando como herança maldita. Mesmo assim o PSDB foi o grande auxiliar de Lula, muito mais do que parte do PT que cindiu e formou o PSOL e mais ainda do que a base aliada. E quando Lula poderia ter sofrido o impeachment à época da CPI dos Correios, FHC sustentou o amigo no poder. Aliás, com raras exceções, os tucanos sempre demonstraram um imenso encantamento por Lula e nunca souberam ser oposição enquanto o PT, de modo implacável, atacava como ainda ataca Fernando Henrique e sua herança maldita.

O resultado é o que se vê no momento em São Paulo: José Serra em queda e Celso Russomanno subindo nas pesquisas de intenção de voto.

Na verdade, o PSDB não soube ocupar seu lugar como oposição. Deixou um vácuo que vai sendo ocupado por outro ator político. O PT, que nunca brilhou muito na capital paulista entrou em rota de desgaste com o julgamento do mensalão no STF, a doença de Lula, a emergência de outras lideranças políticas, a insatisfação do funcionalismo público e dos ditos movimentos sociais com a presidente Rousseff.

Ascenção e queda são ciclos inevitáveis na vida pessoal e na dinâmica das sociedades. No Brasil algumas mudanças estão acontecendo. Uma coisa boa e que trás um raio de esperança é o julgamento do mensalão a demonstrar a independência do Poder Judiciário e, portanto, o resguardo da democracia.

No mais, como disse Pareto, perdem os que não se dispõe a travar batalha para defender suas posições. Isto é bem mais importante do que apresentar renovação de candidatos. Que o PSDB aprenda a lição se quiser chegar de novo à presidência da República.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.


@maluvi