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domingo, 25 de novembro de 2012

ZÉ DIRCEU - " O HEROI BRAVATEIRO "

" O HEROI BRAVATEIRO " 



 

Nada mais ridiculo do que o José Dirceu, posando de "heroi" que lutou contra a ditadura. Menos...
O Zé, participou de um congresso estudantil em Ibiúna, foi preso, e um mês depois foi solto, com outros prisioneiros, em troca do embaixador americano que fora sequestrado.
Ficou em Cuba, onde - segundo ele - aprendeu técnicas de guerrilha; técnicas, aliás, que nunca utilizou contra o regime militar.
Anos mais tarde, voltou, clandestinamente ao Brasil e instalou-se no Paraná, com nome falso, e com o rosto modificado por uma providencial operação plástica!

Vindo a anistia, declarou a verdadeira identidade a sua paranaense esposa, e começou a contar lorotas sobre a sua "atuação" de defensor da democrcia...

O final da bravata do "heroi nacional" é de conhecimento público: por ordens do apedeuta, montou um sofisticado esquema de compra de apoio de parlamentares, no que resultou na ação 470, ou mais popularmente conhecida, como Mensalão!

Condenado a apenas 10 anos de cadeia, devia dar-se por satisfeito, pois o Marcos Valerio, que obedecia ordens do nosso "heroi" foi agraciado, injustamente a meu ver, com 40 anos de reclusão!

Não conheço o regulamento do STF, mas me parece, que até antes da conclusão do julgamento, os juizes podem modificar seus votos. Fica a sugestão: que tal dobrar a pena do bravateiro?


Carlos Vereza.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A CASA CIVIL VAI MUDAR DE ENDEREÇO

Brasil

José Dirceu é condenado a quase 11 anos de prisão

Ex-ministro da Casa Civil foi condenado por formação de quadrilha e corrupção ativa no processo do mensalão. Pena pode ser alterada até o fim do processo, mas deve ser cumprida inicialmente em regime fechado.
O Supremo Tribunal Federal (STF) sentenciou nesta segunda-feira (12/11) o ex-ministro da Casa Civil durante o governo Lula, José Dirceu, a 2 anos e 11 meses de prisão por formação de quadrilha, mais 7 anos e 11 meses por corrupção ativa na ação penal 470, conhecida como processo do mensalão.
Dirceu também terá de pagar multa por corrupção ativa, fixada em 260 dias-multa de dez salários mínimos cada, que somam cerca de 676 mil reais, em valores não atualizados.
Ele é considerado o autor intelectual do esquema de compra de votos parlamentares durante o primeiro mandato do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a Agência Brasil, a pena pode ser alterada até o final do julgamento, mas deve ser cumprida inicialmente em regime fechado por ter superado os oito anos.
O escândalo de corrupção descoberto em 2005 levou à condenação, no mês passado, de 25 dos 37 réus do processo, incluindo Dirceu e outros dois outros membros do alto escalão do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoíno e Delúbio Soares, ex-presidente e ex-tesoureiro do partido, respectivamente.
Genoino foi sentenciado também nesta segunda-feira a 2 anos e 3 meses por formação de quadrilha e a 4 anos e 8 meses por corrupção ativa, mais 180 dias-multa.
A sessão do STF foi marcada por uma discussão entre os magistrados Joaquim Barbosa (relator) e Ricardo Lewandowski (revisor do processo), que levou o segundo a abandonar o plenário. Lewandowski alegou que as penas desta segunda-feira deveriam ser atribuídas ao núcleo financeiro do processo, e não ao político, como determinado por Barbosa.
O ministro Lewandowski não pôde participar da atribuição de pena porque absolveu Dirceu de todos os crimes da ação penal. O ministro Antonio Dias Toffoli também ficou de fora pelo mesmo motivo.
O empresário Marcos Valério, chefe operacional do esquema, foi condenado a mais de 40 anos de reclusão; os seus dois ex-sócios, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, a 29 anos e a quase 26 anos, respectivamente; e a sua ex-funcionária Simone Vasconcelos a mais de 12 anos. As penas podem ainda ser alteradas até a conclusão do processo.
FF/dpa/lusa/afp/abrRevisão: Alexandre Schossler

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Nina e Carminha em Brasília


Se o mensalão não tivesse existido, ou se não fosse descoberto, ou se Roberto Jefferson não o denunciasse, muito provavelmente não seria Dilma, mas Zé Dirceu o ocupante do Palácio da Alvorada, de onde certamente nunca mais sairia. Roberto Jefferson tem todos os motivos para exigir seu crédito e nossa eterna gratidão por seu feito heroico: "Eu salvei o Brasil do Zé Dirceu".

Em 2005, Dirceu dominava o governo e o PT, tinha Lula na mão, era o candidato natural à sua sucessão. E passaria como um trator sobre quem ousasse se opor à sua missão histórica. Sua companheira de armas Dilma Rousseff poderia ser, no máximo, sua chefa da Casa Civil, ou presidenta da Petrobrás.

Com uma campanha milionária comandada por João Santana, bancada por montanhas de recursos não contabilizados arrecadados pelo nosso Delúbio, e Lula com 85% de popularidade animando os palanques, massacraria Serra no primeiro turno e subiria a rampa do Planalto nos braços do povo, com o grito de guerra ecoando na esplanada: "Dirceu guerreiro/ do povo brasileiro". Ufa!

A Jefferson também devemos a criação do termo "mensalão". Ele sabia que os pagamentos não eram mensais, mas a periodicidade era irrelevante. O importante era o dinheirão. Foi o seu instinto marqueteiro que o levou a cunhar o histórico apelido que popularizou a Ação Penal 470 e gerou a aviltante condição de "mensaleiro", que perseguirá para sempre até os eventuais absolvidos.

O que poderia expressar melhor a ideia de uma conspiração para controlar o Estado com uma base parlamentar comprada com dinheiro público e sujo? Nem Nizan Guanaes, Duda Mendonça e Washington Olivetto juntos criariam uma marca mais forte e eficiente.

Mas, antes de qualquer motivação política, a explosão do maior escândalo do Brasil moderno é fruto de um confronto pessoal, movido pelos instintos mais primitivos, entre Jefferson e Dirceu. Como Nina e Carminha da política, é a história de uma vingança suicida, uma metáfora da luta do mal contra o mal, num choque de titãs em que se confundem o épico e o patético, o trágico e o cômico, a coragem e a vilania. Feitos um para o outro.

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