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sábado, 3 de maio de 2014

LULA DIZ QUE MENSALÃO NÃO EXISTIU. - Todo brasileiro precisa ver este vídeo: Lula diz que Mensalão não existiu .

'Lula dá entrevista indecorosa sobre mensalão em Portugal' 27/04/2014 Na TV portuguesa, ex-presidente desqualifica o trabalho do Judiciário brasileiro e dá a entender que não conhece os petistas Genoino e Dirceu ao afirmar que presos do mensalão 'não são gente de sua confiança'.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

STF encerra sessão e quatro ministros votam a favor dos mensaleiros.- Esta foi a sessão "Maria , Carnaval e Cinzas."

Ricardo Brito - Agência Estado

Brasília - Após intenso bate-boca entre ministros, o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão de julgamento dos recursos do mensalão e, até o momento, quatro ministros votaram a favor para absolver oito condenados pelo crime de formação de quadrilha. Apenas o ministro Luiz Fux, relator dos recursos, votou por manter as condenações determinadas pela Corte. 

Votou pela derrubada da condenação de formação de quadrilha o ministro Luís Roberto Barroso, mas já anteciparam seus votos Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

Com mais dois votos, provavelmente de Teori Zavascki e Rosa Weber, essa punição será derrubada para oito condenados e, como consequência, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, ganharão direito a cumprir pena em regime semiaberto, o que na prática permite-lhes trabalhar fora da cadeia em Brasília.
A sessão transcorria tranquilamente durante o longo voto do ministro Luiz Fux. O relator votou por manter a punição por formação de quadrilha dos oito condenados.

 LEIA AQUI  NO ESTADÃO

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Da Condenação sem provas no STF-



O grande tema debatido na atualidade do Brasil certamente é a condenação dos réus do conhecido processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. Afinal, as condenações seguiram os princípios constitucionais do direito e de justiça? Segundo entrevista do jurista Ives Gandra da Silva Martins, José Dirceu foi condenado sem provas e acabou-se por produzir perigoso precedente no Direito Brasileiro. A nossa modesta contribuição de hoje, muito longe de fazer ciência, é uma coleta de dados e de opiniões além de sugestões acerca deste importante tema


Por | Francisco Mafra - Quarta Feira, 25 de Setembro de 2013




A reportagem

Publicada dias atrás no jornal Folha de São Paulo, reportagem conclui que o ex-ministro José Dirceu foi condenado sem provas. A teoria do domínio do fato teria sido  adotada de forma inédita pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para condená-lo.

A adoção da referida teoria teria trazido para o cidadão comum uma "insegurança jurídica monumental" pela razão de que a partir de agora, mesmo um inocente poderá sofrer condenação baseada somente em presunções e indícios.

A afirmação acima é do conhecido jurista Ives Gandra Martins, que se revela no polo oposto do "espectro político e divergiu "sempre e muito" de Dirceu".

Segundo Martins, o julgamento do escândalo do mensalão teria dois lados: um positivo de inaugurar a expectativa de um novo país com a punição de políticos corruptos e outro, ruim e perigoso, pelo abandono do STF do princípio segundo o qual a dúvida favorece o réu.

O princípio do in dubio pro réu, expressão latina que significa que a dúvida favorece o réu expressa o princípio da presunção da inocência é pilar do Direito Penal e se liga ao princípio da legalidade. Em outras palavras, se a prova não for certeira, mas duvidosa, a situação não pode gerar uma condenação.

Supostamente a inexistência de provas contra o réu José Dirceu teria gerado a utilização pelo STF da teoria do domínio do fato.

Teoria do domínio do fato

Interessante e necessário se perquirir a respeito da referida teoria. A simples pesquisa em enciclopédias virtuais permite à constatação de que a teoria do domínio do fato foi criada por Hans Welzel em 1939 para julgar os crimes ocorridos pelo Partido Nazista alemão. Ela consistiria na aplicação da pena ao mandante de um crime na qualidade de autor e não como partícipe do crime. No julgamento dos crimes nazistas, devido à jurisprudência alemã, a teoria não foi aceita.

A teoria foi desenvolvida em 1963 por Clauss Roxin e ganhou projeção internacional com a publicação da obra Täterschaft und Tatherrschaft.   Para ser aplicada a teoria, é necessário que a pessoa que ocupa o topo de uma organização emita a ordem do crime e comande o fato.

Na Argentina, a teoria foi utilizada para julgamento da Junta Militar da Argentina, considerando que os comandantes poderiam ser considerados culpados pelos desaparecimentos de várias pessoas durante o regime militar argentino. Também foi utilizada pela Suprema Corte do Peru ao culpar Alberto Fujimori pelos crimes ocorridos durante seu governo, alegando que ele controlou sequestros e homicídios. Foi também utilizada em um tribunal equivalente ao Superior Tribunal de Justiça na Alemanha, para julgar crimes na Alemanha Oriental. É muito utilizada no Tribunal Penal Internacional.

A teoria do domínio do fato teria sido utilizada inicialmente no Brasil no julgamento do escândalo do mensalão contra o réu José Dirceu ao condená-lo. As razões para tal teriam sido que ele deveria ter conhecimento do fato devido ao alto cargo que ele tinha no momento do escândalo.

As críticas geradas pela utilização de tal teoria seriam decorrentes da falta de provas contra o réu na participação dos crimes então julgados.

A própria Folha de São Paulo entrevistou Clauss Roxin, hoje com 81 anos de idade e colheu importantes observações a respeito da teoria em questão.

Para Roxin, participação no comando de esquema tem de ser provada. Devido à sua insatisfação com a jurisprudência alemã --que até meados dos anos 1960 via como participante, e não como autor de um crime, aquele que ocupando posição de comando dava a ordem para a execução de um delito, desenvolveu a teoria do domínio do fato, segundo a qual autor não é só quem executa o crime, mas quem tem o poder de decidir sua realização e faz o planejamento estratégico para que ele aconteça. O próprio autor diz que a decisão precisa ser provada, não bastando indícios de que ela possa ter ocorrido.

Fundamento utilizado no STF para se condenar o ex-ministro José Dirceu, para o autor que desenvolveu a teoria alemã, "Quem ocupa posição de comando tem que ter, de fato, emitido a ordem. E isso deve ser provado".

Segundo Roxin, em relação aos crimes do nazismo, achava que quem ocupasse posição dentro de um aparato organizado de poder e desse o comando para que se executasse um delito, teriam de responder como autor e não só como partícipe, como queria a doutrina da época.

A jurisprudência alemã da época ignorou a teoria. Os êxitos se deram, entretanto, na Argentina, com o processo contra a junta militar de Jorge Rafael Videla, presidente da Junta Militar que governou o país de 1976 a 1981, considerando culpados os comandantes da junta pelo desaparecimento de pessoas. Está no estatuto do Tribunal Penal Internacional e no equivalente ao STJ alemão, que a adotou para julgar crimes na Alemanha Oriental. A Corte Suprema do Peru também usou a teoria para julgar Fujimori, presidente entre 1990 e 2000.

Ives Gandra rejeita absolutamente a utilização da teoria do domínio do fato para dar fundamento à condenação de um acusado supondo sua participação apenas pelo fato de sua posição hierárquica. A pessoa que ocupa a posição no topo de uma organização tem também que ter comandado esse fato, emitido uma ordem. Isso seria um mau uso.

Indagado se o dever de conhecer os atos de um subordinado implicaria em co-responsabilidade, responde o jurista que a posição hierárquica não fundamenta, sob nenhuma circunstância, o domínio do fato. O mero ter que saber não basta. Em relação ao caso do Fujimori, no Peru, por exemplo, foi importante ter provas de que ele controlou os sequestros e homicídios realizados.

Em relação à pressão da opinião pública por punições severas no mensalão, podendo ou não influenciar os juízes, na Alemanha há o mesmo problema. O clamor por condenações severas dispensa provas suficientes fato que, por si só, é perigoso para as instituições. Por não corresponder ao direito, o juiz não deve ficar preocupado com a opinião pública. Os juízes só se obrigam perante a lei e não perante às opiniões das pessoas leigas ou não.

O desconforto da população com a corrupção não pode desfigurar o arcabouço construído pelas normas jurídicas justamente para possibilitar a coexistência social dentro do modelo desejado e aceito pela maioria do povo, em consonância com os princípios da justiça e da democracia. Os juízes são justamente os garantidores da sua aplicação e do funcionamento das instituições sócias conforme os moldes legais e normativos desejados e institucionalizados conforme a Lei Maior que é a Constituição Federal.

Martins não aceita a teoria jurídica do domínio do fato em razão de se poder trabalhar com a mesma apenas com indícios e presunções e não com provas reais e concretas. Na teoria do domínio do fato a busca não é da verdade material, mas a de apenas um só depoimento capaz de incriminar uma pessoa. Em poucas palavras:

"Não há nenhuma prova senão o depoimento dela - e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco. É uma insegurança jurídica monumental. Como um velho advogado, com 56 anos de advocacia, isso me preocupa. A teoria que sempre prevaleceu no Supremo foi a do "in dubio pro reo" [a dúvida favorece o réu]".

Para o referido advogado, o domínio do fato é novidade absoluta no Supremo. Foi uma teoria inventada, tirada de um autor alemão, embora também na Alemanha ela não seja aplicada. E foi base para condenarem José Dirceu como chefe de quadrilha do mensalão. "Aliás, pela teoria do domínio do fato, o maior beneficiário era o presidente Lula, o que vale dizer que se trouxe a teoria pela metade".

A existência da prova material de um crime, ressalte-se, dispensa a teoria do domínio do fato para gerar condenação.

Segundo Martins, não há provas contra José Dirceu e, nos embargos infringentes, Dirceu dificilmente vai ser condenado pelo crime de quadrilha.

Agora que vivemos em um regime democrático, muitas injustiças diante do poder são evitadas pelo princípio do iin dubio pro reu. A Constituição assegura a ampla defesa. O processo penal objetiva fundamentalmente a defesa do acusado e não a da sociedade.

A sociedade se defende por meio do seu aparelho para condenar. O que nós temos que ter no processo democrático é o direito do acusado de se defender. Ou a sociedade faria justiça pelas próprias mãos.

Pela primeira vez no Brasil se discute, em profundidade, se os políticos desonestos devem ou não ser punidos. O fato de ter se transformado o processo do mensalão num caso político tornou o julgamento paradigmático.  O Supremo sentiu o peso da decisão. Tudo isso influenciou para a adoção da teoria do domínio do fato.

Conclusão

A utilização da teoria do domínio do fato aconteceu para condenar o suposto chefe da quadrilha do mensalão, mesmo que aparentemente sem provas materiais. Entretanto, o real interessado e chefe da operação do mensalão não era o Presidente Lula? Por que não foi o mesmo nem processado e nem muito menos condenado? Com ou sem provas materiais? É a pergunta que não quer calar...

Autor

Francisco de Salles Almeida Mafra Filho é Doutor em Direito Administrativo e escritor

 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

LULA, DIRCEU, FEITOS UM PARA O OUTRO. - Este artigo do Nelson Motta publicado no Estadão em 10 de agosto de 2012 | 3h 07.



Nina e Carminha em Brasília
 Nelson Motta - O Estado de S.Paulo

Se o mensalão não tivesse existido, ou se não fosse descoberto, ou se Roberto Jefferson não o denunciasse, muito provavelmente não seria Dilma, mas Zé Dirceu o ocupante do Palácio da Alvorada, de onde certamente nunca mais sairia. Roberto Jefferson tem todos os motivos para exigir seu crédito e nossa eterna gratidão por seu feito heroico: "Eu salvei o Brasil do Zé Dirceu".


Em 2005, Dirceu dominava o governo e o PT, tinha Lula na mão, era o candidato natural à sua sucessão. E passaria como um trator sobre quem ousasse se opor à sua missão histórica. Sua companheira de armas Dilma Rousseff poderia ser, no máximo, sua chefa da Casa Civil, ou presidenta da Petrobrás.

Com uma campanha milionária comandada por João Santana, bancada por montanhas de recursos não contabilizados arrecadados pelo nosso Delúbio, e Lula com 85% de popularidade animando os palanques, massacraria Serra no primeiro turno e subiria a rampa do Planalto nos braços do povo, com o grito de guerra ecoando na esplanada: "Dirceu guerreiro/ do povo brasileiro". Ufa!

A Jefferson também devemos a criação do termo "mensalão". Ele sabia que os pagamentos não eram mensais, mas a periodicidade era irrelevante. O importante era o dinheirão. Foi o seu instinto marqueteiro que o levou a cunhar o histórico apelido que popularizou a Ação Penal 470 e gerou a aviltante condição de "mensaleiro", que perseguirá para sempre até os eventuais absolvidos.

O que poderia expressar melhor a ideia de uma conspiração para controlar o Estado com uma base parlamentar comprada com dinheiro público e sujo? Nem Nizan Guanaes, Duda Mendonça e Washington Olivetto juntos criariam uma marca mais forte e eficiente.

Mas, antes de qualquer motivação política, a explosão do maior escândalo do Brasil moderno é fruto de um confronto pessoal, movido pelos instintos mais primitivos, entre Jefferson e Dirceu. Como Nina e Carminha da política, é a história de uma vingança suicida, uma metáfora da luta do mal contra o mal, num choque de titãs em que se confundem o épico e o patético, o trágico e o cômico, a coragem e a vilania. 

Feitos um para o outro.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

NIÓBIO - MENSALÃO - O publicitário Marcos Valério, na CPI dos Correios, revelou na TV para todo o Brasil, dizendo: “O dinheiro do mensalão não é nada, o grosso do dinheiro vem do contrabando do nióbio”. E ainda: “O ministro José Dirceu estava negociando com bancos, uma mina de nióbio na Amazônia”.

A imprensa falada , escrita e televisada não divulgam,  não há interesse e nem dos brasileiros por total  falta de  informação e conhecimento, a preocupação  maior  é com o futebol , carnaval e bolsa família, infelizmente  é  isso que acontece...   

Há  uns  2 ou  3  anos atrás  postei  aqui vários artigos sobre  o  nióbio e  sua importância para a economia do  país, para se ter  uma  idéia, a PETROBRÁS nem  precisaria ser  o  que  é, e  o  dito  pré-sal  poderia  ser apenas  hipóteses para  um determinado  futuro. A exploração  do  nióbio  e os recursos economicos  agregados,  tocaria  esse  país como  a batuta  de  um maestro regendo  uma  grande  orquestra.

Nióbio , o que  é?

Nióbio, o metal que só o Brasil fornece ao mundo. Uma riqueza que o povo brasileiro desconhece, e tudo fazem para que isso continue assim. 

Como voces sabem, este  blogue  sofreu  alguns  bloqueios , censura, exclusões  e  perdi, praticamente todas  postagens  que  foram feitas  no  passado, mas  vou  aqui , colocar um comentário  que  foi  reproduzido  na TRIBUNA  DA  INTERNET para  que  voces  possam  entender  o que representa  o NEÓBIO  para  o  Brasil e  para o  mundo.

A cada vez mais no dia-a-dia, o tema é abordado em reportagens nas mídias escrita e televisiva, chegando a já ser alarmante. Como é possível que metade da produção brasileira de nióbio seja subfaturada “oficialmente” e enviada ao exterior, configurando assim o crime de descaminho, com todas as investigações apontando de longa data, para o gabinete presidencial?

Como é possível o fato do Brasil ser o único fornecedor mundial de nióbio (98% das jazidas desse metal estão aqui), sem o qual não se fabricam turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, centrais elétricas e super aços; e seu preço para a venda, além de muito baixo, seja fixado pela Inglaterra, que não tem nióbio algum?

EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do nióbio brasileiro. Como é possível em não havendo outro fornecedor, que nos sejam atribuídos apenas 55% dessa produção, e os 45% restantes saíndo extra-oficialmente, não sendo assim computados.

Estamos perdendo cerca de14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a Opep vendesse a 1 dólar o barril de petróleo. Mas petróleo existe em outras fontes, e o nióbio só no Brasil; podendo ser uma outra moeda nossa. Não é uma descalabro alarmante?

O publicitário Marcos Valério, na CPI dos Correios, revelou na TV para todo o Brasil, dizendo: “O dinheiro do mensalão não é nada, o grosso do dinheiro vem do contrabando do nióbio”. E ainda: “O ministro José Dirceu estava negociando com bancos, uma mina de nióbio na Amazônia”.
 
Ninguém teve coragem de investigar… Ou estarão todos ganhando com isso? Soma-se a esse fato o que foi publicado na Folha de S. Paulo em 2002: “Lula ficou hospedado na casa do dono da CMN (produtora de nióbio) em Araxá-MG, cuja ONG financiou o programa Fome Zero”.

As maiores jazidas mundiais de nióbio estão em Roraima e Amazonas (São Gabriel da Cachoeira e Raposa – Serra do Sol), sendo esse o real motivo da demarcação contínua da reserva, sem a presença do povo brasileiro não-índio para a total liberdade das ONGs internacionais e mineradoras estrangeiras.

Há fortes indícios que a própria Funai esteja envolvida no contrabando do nióbio, usando índios para envio do minério à Guiana Inglesa, e dali aos EUA e Europa. A maior reserva de nióbio do mundo, a do Morro dos Seis Lagos, em São Gabriel da Cachoeira (AM), é conhecida desde os anos 80, mas o governo federal nunca a explorou oficialmente, deixando assim o contrabando fluir livremente, num acordo entre a presidência da República e os países consumidores, oficializando assim o roubo de divisas do Brasil.

Todos viram recentemente Lula em foto oficial, assentado em destaque, ao lado da rainha da Inglaterra. Nação que é a mais beneficiada com a demarcação em Roraima, e a maior intermediária na venda do nióbio brasileiro ao mundo todo. Pelo visto, sua alteza real Elizabeth II demonstra total gratidão para com nossos “traíras” a serviço da Coroa Britânica. Mas, no andar dessa carruagem, esse escândalo está por pouco para estourar, afinal, o segredo sobre o nióbio como moeda de troca, não está resistindo às pressões da mídia esclarecida e patriótica.

* * *
Assista  também  a esse vídeo:

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

COLUNA DO RICARDO SETTI - MENSALÃO: Dirceu tem direito de não gostar de sua condenação, mas não de ofender o Supremo



Dirceu tem direito de não gostar de sua condenação, mas não de ofender o Supremo
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a uma pena de 10 anos e 10 meses de cadeia por corrupção ativa e formação de quadrilha ou bando, o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu protestou — é um direito seu — em texto publicado em seu blog, no qual assegura que dedicou “a vida” ao país, ao PT e “à luta pela democracia”. Neste  artigo  publicado  na  
Coluna  do  Ricardo  Setti , um comentário  entre  tantos  chamou  a atenção feito pelo  leitor  da  coluna identificado  por OLEGÁRIO.
O ARTIGO COMPLETO  VOCE  PODERÁ  LER  CLICANDO  AQUI  EM   ZÉ DIRCEU 
LlEIA  O  COMENTÁRIO  FEITO PELO  OLEGÁRIO
*Olegário




  • 13/11/2012 às 18:25
    Ele diz que não é corrupto. Vejam o que disse uma de suas vítimas que ele NUNCA quis contestar:
    Se fudeu!!!
    Ou  
    Carta Aberta a um CANALHA!
    Desculpem-me o desabafo. Explico a razão!
    Um dia, NO GABINETE DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, fui “orientado” por um canalha, ladrão, impostor, pústula e agora CORRUPTO condenado a “aceitar” indicações de empresas para um projeto em Portugal que eu dirigia há mais de três anos.
     
    Não aceitei. Não era moral. Não era justo com as empresas que iriam concorrer a benefícios do Fundo Comunitário Europeu para implantar empresas brasileiras na Europa. 

    E que acreditaram no projeto desde o primeiro momento.
    E nenhuma delas constava da lista apresentada pelo filho da puta!
     
    Com minha recusa em assinar a canalhice (já que era o responsável frente às autoridades portuguesas!), ouvi: “Você vai se fuder!”.
     
    Só respondi: “Veremos!”.
    (Na mesma sala estavam petistas das mais diversas correntes e ministérios, todos irmanados na adoração ao capitão do time de Lula). TENHO OS NOMES DE TODOS!
     
    Fui sacado do projeto. Fui colocado em uma lista negra. Voltei para as montanhas.
    Retornei a Portugal quando Lula lá esteve – após o episódio – às minhas custas. 

    E para meu orgulho, ao ser avistado na plateia (como mero espectador) pelo primeiro-ministro José Sócrates, este me convidou (como “amigo de Portugal”) para participar da mesa.
     
    Expliquei aos dirigentes de Portugal o que se armava na Casa Civil do Brasil. O projeto foi, felizmente, cancelado. Uma vergonha a menos e minha imagem – de profissional e ser humano – preservada.
     
    Minha presença em trabalhos profissionais que estavam em andamento em diversos estados foi cancelada.
     
    Quebrei. Mas descobri a mola no fundo do poço!
     
    E hoje, posso olhar minha filha e meus amigos de frente!
     
    E O CANALHA, ESCROTO E CORRUPTO JOSÉ DIRCEU DE OLIVEIRA E SILVA (TAMBÉM CONHECIDO COMO PEDRO CAROÇO, QUANDO ABANDONOU MULHER E FILHA AO SE SENTIR NOVAMENTE EM PROTEÇÃO, POIS MENTIU ATÉ A IDENTIDADE VERDADEIRA DA PRÓPRIA COMPANHEIRA) SÓ PODERÁ VER OS COMPANHEIROS DE ASSALTO PELAS FRETAS DE UMA CELA!
     
    TODOS os antigos “companheiros” passaram a me evitar. Recebia recados de muitos, dizendo me apoiar, mas que “o partido não entenderia estar próximo a mim”. Virei LEPROSO.
     
    Ouvi quieto as loas e o permanente incensar a um partido que estava assaltando cofres e até caixa de esmolas em igrejas, se dessem oportunidade.
     
    Delúbio? Conhecido das pedras de Brasília! Ladrãozinho barato, de tostões, como rato que come sobra de refeições!
     
    FAT? Dinheiro do trabalhador distribuído aos amigos.
     
    Professor Luizinho? Antigo professor e hoje próspero fazendeiro na Bahia.
     
    Dirceu? Dono de mansões só viaja de jatinhos para não se encontrar com o “populacho”.
     
    Palocci? Ladrão desde a prefeitura. Todo petista de Brasília sabia detalhes.
     
    Filhos de Lula? Andando no avião presidencial e um tratador de zoo transformado em empresário (sócio da OI) e defendido pelo pai como um novo “Ronaldo Fenômeno”!
     
    Banco do Brasil? (TRABALHEI LÁ COMO ASSESSOR DA VICE-PRESIDÊNCIA DE TI!): uma fábrica de dossiês e de desvios para os sindicalistas comandados por Berzoini.
     
    Os exemplos eram – e são – cansativos. ASSUSTADORES!
     
    Eu fui às ruas – com MINHA FILHA! – transformando meu carro em CARRO DE SOM para eleger Lula, na primeira eleição… 
    NUNCA precisei de Governos para ter o padrão de vida que sempre tive! Fazia por idealismo! Eu era mesmo um imbecil.
    Mas descobri que imbecilidade tem cura. FALTA DE CARÁTER NÃO!
     
    NUNCAANTESNESTEPAÍZ tantos ladrões se disfarçaram tão bem! Como protetores do povo! Usando um Bolsa Família – que por ano é menos de 5% dos desvios apontados como CORRUPÇÃO pela AGU! – para dizer de uma mudança que não ocorreu.
     
    À frente do projeto “ideológico” do PT estava (e está!) JOSÉ DIRCEU! Não viu quem não quis ver.
     
    ACREDITEI na Justiça. Sempre acreditei nela.
    E hoje, me sinto aliviado. E posso, ao invés de responder “veremos!”, dizer ao escroto corrupto: VOCÊ SE FUDEU!
    Roubos e empréstimos fraudulentos do PT: R$ 153.000.000,00
    Poder chamar as coisa pelo nome: JOSÉ DIRCEU CORRUPTO CONDENADO: não tem preço!
     
    E peço desculpas à minha filha – que pagou TODOS os preços que JAMAIS deveria pagar, em plena adolescência – pelas minhas opções. E dela nunca ouvi um queixume, uma crítica. Só apoio. Mas tenho certeza, ela sabe que VALEU.
     
    À minha ex-esposa, que suportou a queda, o medo e a angústia. E que ainda hoje é companheira e amiga. E sempre me entendeu.
     
    À minha atual companheira e namorada, desculpas por estes últimos meses de isolamento, reflexão e até mau-humor. Vou recuperar o tempo perdido…
     
    A meus amigos, dos quais me isolei e afastei, esperam que entendam.
    Não estou feliz pela condenação de um ser humano. Mas exultante por ter acreditado, um dia a oito anos atrás, que haveria uma justiça para repor o que a arrogância, prepotência, corrupção e mentira insistiam em se fazer lugar comum no Brasil.
     
    Aos meus médicos, por fim, obrigado! Pela paciência e pela insistência. Agora vou dar mais tempo a mim mesmo!
    E ao Setti, desculpe o desabafo! Mais um.
    Será o último!

    * * * 
    Os crédito  desta  postagem vão  também ao blog

  • domingo, 21 de outubro de 2012

    LEWANDO'WISKI' NA CABEÇA


    LULA CONFESSOU NA ARGENTINA SER O CHEFE DO MENSALÃO.

    19/10/2012 às 19:51 \ Direto ao Ponto

    Na entrevista a um jornal argentino, Lula revelou que, para 43 milhões de brasileiros, foi ele o chefe do esquema do mensalão

    A Argentina é logo ali, mas a entrevista concedida por Lula ao jornal El Clarin nesta quarta-feira sugere que o ex-presidente não reagiu bem à viagem sem mudança de fuso horário. 

    Convidado a comentar o julgamento do mensalão, o palanque ambulante desta vez não se refugiou em golpes imaginários, nem enxergou “um problema de caixa dois” na imensa roubalheira descoberta em meados de 2005. 

    Preferiu inventar outra história para safar-se do escândalo.
    E a discurseira resultou em outro perfeito tiro no pé.

    “Para um presidente que teve oito anos de mandato, o fato de terminar com 87% de aprovação popular é um enorme julgamento”, viajou o entrevistado. 

    Ao confundir o Ibope, o Sensus e o Vox Populi com o Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente não só admitiu que o mensalão existiu como se instalou voluntariamente no banco dos réus. 


    “Já fui julgado pelas urnas”, decidiu. 
    “A vitória de Dilma Rousseff foi um julgamento extraordinário”. Faz de conta que sim. 

    Nesse caso, Lula foi absolvido por 55 milhões de eleitores que votaram em Dilma. Em contrapartida, foi condenado por 43 milhões que rejeitaram a sucessora que escolheu. Não é pouca coisa. Para essa imensidão de brasileiros ─ quem está dizendo é o próprio Lula ─, o país foi governado durante oito anos pelo chefe supremo de uma organização criminosa.

    quarta-feira, 17 de outubro de 2012

    A P2 E A QUADRILHA DO MENSALÃO - MODUS OPERANDI É PRATICAMENTE O MESMO

     A LOJA SECRETA “PROPAGANDA DUE” (P2)





    A LOJA SECRETA “PROPAGANDA DUE” (P2)

    William Carvalho*

             A Itália é um país relativamente recente. Antes da reunificação italiana em meados do século XIX, a península italiana era formada por reinos independentes, repúblicas, ducados e estados papais.
    A primeira loja maçônica de que se tem notícia, apesar da divergência dos historiadores (Findel x Gould), fundada naquela península, antes da criação do Reino da Itália, teria sido uma formada em Florença por Lord Sackville em 1773.
    No entanto, devido a seu envolvimento com a política partidária e a religião, não foi reconhecida pela Grande Loja Unida da Inglaterra.

             A história relata que, em 1877, ainda nos tempos da reunificação de Mazzini e Garibaldi, foi fundada pelo Grande Oriente uma loja maçônica em Roma chamada Propaganda Massonica.
    Era freqüentada por políticos e altos funcionários governamentais que não deviam ter os seus nomes expostos na relação das lojas normais e era diretamente ligada ao Grão-Mestre.
    Esta seria a Propaganda Uno.

             Este artigo busca traçar a trajetória da loja maçônica responsável por um dos maiores escândalos político-maçônico-estratégicos da segunda metade do século XX, ocorrido em 1981.
    A loja, inicialmente, quando formada pelo Grande Oriente da Itália - GOI, era uma loja de pesquisa que deveria funcionar dentro do espírito da Propaganda Uno.
    Posteriormente, em 1981, quando foi dissolvida e declarada ilegal pelo GOI (que também teve o seu reconhecimento suspenso pela Grande Loja Unida da Inglaterra em 1993), tornou-se letal, secretíssima e irregular – a famosa loja Propaganda Massonica nº Due (P2).
    Era dirigida por Licio Gelli, um gênio organizacional e político, que montou um verdadeiro governo paralelo dentro do Estado Italiano com repercussão na política da OTAN, nos EEUU, em algumas esferas da cúpula do Vaticano e na Ibero-América.
    Deve haver um extremo cuidado ao manipular o assunto da P2, pois está se lidando com conceitos altamente explosivos e polêmicos consoante os seguintes atores: CIA, KGB, Soberana Ordem Militar de Malta, Banco do Vaticano, Opus Dei, Maçonaria Irregular, Comissão Trilateral, Serviço Secreto Italiano, Operação Gládio, Bispo Marcinkus, João Paulo I, Mossad, Jesuítas, Nazismo, Comunismo, Fascismo, Máfia etc.

             Gelli foi membro ativo do movimento fascista em 1936, tendo servido ao lado das tropas de Francisco Franco no Batalhão Camisas Negras durante a Guerra Civil Espanhola. Quatro anos mais tarde, recebeu a carteira do Partido Nacional Fascista Italiano.
    Em 1942, já se tornara secretário dos fascistas italianos no exterior.
    No período da IIª Guerra Mundial, Gelli, atuando como membro dos Camisas Pretas de Mussolini, chegou a ser oficial de ligação do Exército Italiano com a divisão de elite SS de Hermann Goering.
    Em 1944, sentindo que os ventos não mais sopravam favoráveis a Mussolini, criou uma rede de resistência conectada à CIA, graças ao V Exército Norte-americano recém chegado à península. Após a guerra, migrou para a Argentina sendo o primeiro a obter uma dupla nacionalidade: argentino-italiana. No exílio argentino, conseguiu se aproximar de Perón, resultando numa grande amizade e na nomeação para a posição de conselheiro econômico para os assuntos italianos.

    Com o passar dos anos, Gelli retornou ao seu país de origem, estabelecendo-se como empresário em Arezzo, na Toscana.
    Culminou sua carreira com a entrada para o mundo das altas finanças e dos negócios em grande escala.
    Em 1981, foi acusado, veementemente, de fomentar uma conspiração que daria um golpe de estado na Itália.
    Em 1973, foi citado como traficante de armas para os países árabes e implicado numa transação de três milhões de liras italianas numa operação conhecida como Permaflex, uma firma que trabalhava com a OTAN.
    Gelli era tão bem articulado com o establishment político estadunidense que chegou a ser convidado para as festas de investidura de três presidentes: Ford, Carter e Reagan.
    A facilidade de Gelli em atuar no mundo político e econômico era fantástica.
    Era amigo de Paulo VI, Coronel Kadafi, Ceanescu, Perón (por estas antigas relações argentinas chegou, na Guerra das Malvinas, a negociar mísseis Exocet franceses para as Forças Armadas de Galtieri) e tutti quanti. Afirmam, ainda, que chegou a atuar como captador de fundos para a campanha de George Bush.

    Iniciou-se na maçonaria em 1965, buscando se mirar nos dois Grão-Mestres sucessivos do GOI – Gamberini e Salvini – que se interessavam por uma aproximação mais estreita com o Vaticano.
    Três anos mais tarde, foi nomeado secretário da P2, elegendo-se seu Venerável Mestre em 1975.
    Gelli convidou Michele Sindona, o gênio financeiro do Vaticano, que trouxe consigo Roberto Calvi, o banqueiro mais chegado ao Vaticano.
    Contudo Gelli já tinha atuação marcante, pois, em dezembro de 1969, num encontro promovido no escritório romano do Conde Umberto Ortolani, o Embaixador da Ordem de Malta para o Uruguai, que era, na época, o cérebro da P2, foi montado o Estado-Maior da Loja: Umberto Ortolani, Licio Gelli, Roberto Calvi e Michele Sindona.

             Pelos idos de 1974, a P2 contava um efetivo de mais de 1000 membros, destacando-se uma maioria de elementos de escol na sociedade italiana, européia e ibero-americana.
    Consta num relatório de um dos procuradores italianos encarregados do inquérito da P2: ‘A Loja P2 é uma seita secreta que combinava negócios e política com a intenção de destruir a ordem constitucional do país’.
    Entre seus membros contavam-se três componentes do Gabinete, incluindo o Ministro da Justiça Adolfo Sarti.
    Vários ex-Primeiros Ministros, como  Giulio Andreotti que exerceu o cargo entre 1972 e 73 e novamente entre 76 e 79; 43 membros do Parlamento; 54 altos executivos do Serviço Público; 183 oficiais das forças naval, terrestre e aérea, incluindo 30 generais e 8 almirantes (entre eles o Comandante das Forças Armadas, Almirante Giovanni Torrisi); 19 juízes; advogados, magistrados, carabiniere; chefes de polícia; poderosos banqueiros; proprietários de jornais, editores e jornalistas (incluindo o editor do maior jornal do país Il Corriere Della Sera); 58 professores universitários; líderes de diversos partidos políticos (evidentemente, não do Partido Comunista Italiano, por razões óbvias); diretores dos três principais serviços de inteligência do país.

    Todos esses homens, de acordo com os documentos apreendidos, juraram obediência a Gelli e estavam prontos para responder a seu chamado.
    Os 953 nomes estavam divididos em 17 grupos ou células, cada qual com um líder. A P2 era tão secreta e tão profissionalmente dirigida por Gelli que, até mesmo seus membros, não tinham conhecimento sobre quem pertencia à organização. Aqueles que mais conheciam a organização eram os 17 líderes de células e, mesmo esses, somente conheciam o seu próprio grupo.

             Magistrados italianos, examinando cuidadosamente documentos apreendidos na Villa Wanda (nome de sua mulher), de onde Gelli tinha fugido quando a P2 explodiu, encontraram centenas de documentos altamente secretos dos serviços de inteligência. O Coronel Antonio Viezzer, ex-chefe dos serviços secretos de inteligência combinados, foi identificado como a fonte primária desse material, tendo sido preso em Roma por espionar em nome de uma potência estrangeira.

             Ainda nessa época, Gelli reuniu-se secretamente com o General Alexander Haig, ex-Comandante Supremo da OTAN e, no momento, Chefe do Gabinete Civil do Presidente Nixon.
    O encontro foi na própria Embaixada dos EEUU em Roma. Com as bênçãos de Henry Kissinger, então Assessor do Conselho de Segurança Nacional, Gelli saiu do encontro com a promessa de contínuo suporte financeiro para a Operação Gládio e para sua loja maçônica além de um plano para a subversão interna da política italiana.
               
    Reuniu-se, a seguir, com outro membro da P2 – Roberto Calvi, Presidente do Banco Ambrosiano de Milão (la banca dei preti), o segundo maior banco privado da Itália e um dos maiores acionistas do Banco do Vaticano – para dar seqüência ao plano.
    Calvi, neste ínterim, já tinha começado a bombear dinheiro ilegalmente do seu banco, usando o Banco do Vaticano – o Istituto per le Opere di Religione (IOR) para a lavagem.
    Gelli tinha Calvi em suas mãos. Convém salientar que, no início de 1967, um ex-chefe do Serviço Secreto Italiano tinha se filiado à loja P2, trazendo consigo mais de 150.000 fichas de pessoas-chave na sociedade italiana. Seja por chantagem ou ideologia, Calvi continuou drenando vastos fundos para Gelli e a P2 até a falência final do banco.
    Em 1978, outro fato político chocou a sociedade italiana e o mundo: o seqüestro e posterior assassinato do ex-Primeiro Ministro Italiano – Aldo Moro – pelas Brigadas Vermelhas, um grupo revolucionário de tendências pró-soviéticas. Evidências posteriores demonstraram que o assassinato de Moro foi orquestrado pela P2 e que asBrigadas Vermelhas e Negras estavam infiltradas pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos.

             Alguns meses após o assassinato de Moro, o mundo assistiu à eleição de Albino Cardeal Luciani para o papado com o nome de João Paulo I. Irradiando simpatia e honestidade, a eleição de Luciani causou um certa angústia em alguns setores da cúria, especialmente nas áreas próximas ao bispo Paul Marcinkus, um bispo de Chicago que dirigia o Banco do Vaticano e que sabia ter seus dias contados, pois estava demasiadamente envolvido em fraudes financeiras, especialmente com Roberto Calvi.
    Alguns, ainda, têm dúvidas de como o IOR-Banco do Vaticano se envolveu numa tão má circunstância. Um pouco de história poderá esclarecer alguns pontos. Em 1929, o Vaticano e Mussolini assinaram o Tratado Lateranense, conhecido como a Concordata do Vaticano, que funcionou até 1984, quando a religião católica não foi mais reconhecida como a religião oficial do Estado Italiano.
    Como resultado, a cidade do Vaticano tornou-se um estado soberano dentro da cidade de Roma e independente do governo italiano, tendo a Igreja recebido um aporte financeiro de milhões de liras vindas do Duce. Como compensação, esperava-se uma certa benevolência do Vaticano em relação ao fascismo ascendente.
    A Igreja, desejando bem investir seus recursos para o pagamento de seus débitos e de suas obras de caridade, criou, primeiramente o APSA e depois o IOR. O IOR tornou-se um paraíso para os ricos italianos que desejavam espoliar o fisco em clara violação às leis bancárias italianas, prevenindo que seu dinheiro não caísse em mãos dos alemães.
    Contudo, a elite vaticana não estava contente em somente trabalhar com os bancos católicos do país (assim chamados porque emprestavam dinheiro a baixas taxas de juros, visando não violar a lei da usura da Igreja). Necessitavam de financistas leigos para encontrar investimentos seguros e lucrativos para a Igreja.
    Daí surgem homens do naipe de Michele Sindona e Roberto Calvi. O império italiano de Sindona começou a colapsar em 1974 e o de seu protegido – Calvi – começou em 1978 e culminou com a quebra do Ambrosiano em agosto de 1982.
    Salienta-se ainda, que, antes do seu indiciamento por morte do investigador italiano Giorgio Ambrosoli, liquidante de seu Banca Privata Italiana, Michele Sindona era, não só o financista da P2 como o conselheiro de investimentos do IOR, ajudando o Banco a vender os seus ativos italianos e reinvesti-los nos EEUU.
    Em 1980, Sindona foi preso em Nova Iorque e condenado nos EEUU por 65 casos de acusações de fraude e pela falência fraudulenta de seu banco norte-americano – Franklin National Bank - sendo extraditado para a Itália em 1984, onde dois anos depois – março de 86 - foi envenenado em sua cela enquanto cumpria uma sentença por assassinato. Calvi foi condenado em 1981 sob acusação de transação com moeda ilegal.

             O Papa Luciani não era bem visto pela extrema-direita italiana, pois esta o considerava indulgente em relação ao comunismo e por seu pai ter pertencido aos quadros do Partido Socialista Italiano.
    Com 33 dias de pontificado no ano de 1978, João Paulo I, o Papa “Sorriso”, como era popularmente conhecido, foi encontrado morto nos seus aposentos. A súbita morte do Papa deixou um rastro de interpretações e “especulações” que duram até os dias atuais.

             Com a morte de Luciani, foi eleito papa o polonês Karol Wojtyla, um papa bem mais conservador, pois fora testado na luta anti-soviética contra o governo polonês.
    Marcinkus obteve, temporariamente, uma sobrevida, pois o novo papa necessitava urgentemente de providenciar recursos para o sindicato dos estaleiros navais poloneses, um trabalho que viria culminar no Movimento Solidariedade, que determinou o fim do comunismo na Polônia, a queda do Muro de Berlim e, por que não dizer, a derrocada do Império do Mal.
    A título de curiosidade, a CIA passou a ter uma vigilância eletrônica maior sobre o Vaticano quando detectou um telefonema, em 5 de julho de 1979, de Walesa (líder sindical e futuro presidente da Polônia) perguntando se João Paulo II aprovaria o nome Solidariedade para o movimento político de união sindical que viria a ser implantado.
    Walesa explicou que a palavra tinha sido tirada da encíclica pontifícia Redemptor Homis – um documento devotado à redenção e à dignidade da raça humana. 

             A luta do Solidariedade contra o governo títere da Polônia serviu para dar uma nova força ao trio Marcinkus-IOR, Calvi-Banco Ambrosiano e, obviamente, Gelli-P2.
    A P2 providenciava os meios para reforçar as instituições anticomunistas na Europa e na Ibero-América com fundos do IOR e da CIA.
    Calvi, que foi encontrado enforcado – alegou-se suicídio - sobre a Ponte Blackfriars (Frades Negros) em Londres em 17 de junho de 1982, gabava-se de ter-se encarregado pessoalmente da transferência de 20 milhões de dólares do IOR para o Solidariedade, embora a soma total drenada para a Polônia tenha sido de mais de 100 milhões de dólares.
    Durante a saga lendária de Calvi, devem ser citados os seguintes acontecimentos:
    i) em 1992, o desertor da máfia Francesco Mannino Mannoia disse que Calvi foi estrangulado por Francesco di Carlo, o responsável pelo tráfico de heroína em Londres. A ordem de morte teria partido de Pippo Calo, tesoureiro da máfia e embaixador em Roma. Desesperado por tapar os rombos do seu banco, Calvi teria concordado em lavargrande quantidade de dinheiro da máfia e que, com o passar do tempo, ele teria desviado parte do dinheiro da máfia para manter o banco funcionando;
    ii) preocupado com a descoberta pela máfia de seus desvios de dinheiro, Calvi teria viajado para Londres para tentar um empréstimo com o tesoureiro da Opus Dei. Se a operação fosse realizada, Calvi pagaria à máfia e salvaria o banco da investigação do Banco Central italiano.
    Por alguma razão – maquiavelismo da Opus Dei ou beijo mafioso – o empréstimo não se realizou e Calvi enforcou-se ou foi forçado a isso. Após a morte de Calvi, o Vaticano nomeou uma comissão de “Quatro Notáveis” sendo um deles, Herman Abs, ex-presidente do Deutsche Bank.

             Com a fuga de Gelli para o seu exílio na Suíça e a morte de Calvi, assistiu-se à derrocada formal da P2. Apesar da dissolução da P2 em 1981 e da expulsão de Gelli pelo Grande Oriente da Itália, o espírito da P2 não feneceu. A prisão, no aeroporto de Fiumicino da Signora Maria Gelli, sua filha, com uma mala cheia de documentos, bem diferentes dos de Villa Wanda, de pessoas envolvidas em espionagem fosse na KGB, fosse no MI6 e outros quejandos podia ter sido uma mensagem de Gelli para um bom entendedor.
    O saldo entre os principais atores e algumas instituições apresenta-se o seguinte:
    o octagenário Gelli, depois de fugas rocambolescas, pois esteve no Uruguai, Sérvia, Belgrado, Suíça, Marselha, Aix-en-Provence, acabou, finalmente, preso e extraditado em Cannes em 1998, em uma de suas mansões de alto luxo na Costa Azul da Riviera francesa, é condenado a doze anos de prisão por estar envolvido na bancarrota do Ambrosiano; Calvi e Sindona, mortos; Paul Marcinkus é exilado para uma paróquia perdida nos confins dos Estados Unidos; o GOI não quer mais falar nesse assunto tabu; a maçonaria anglo-saxônica desconhece solenemente a questão (não existe um único artigo sobre o assunto no Ars Quatuor Coronatorum, somente referências esparsas); o Vaticano, por ser um Estado soberano não permite nenhuma investigação dos procuradores italianos sobre o assunto.

    Os recursos humanos estratégicos da P2, contudo, ainda atuam na política italiana, pois em junho de 1994, o abastado homem de negócios do norte da Itália Silvio Berlusconi foi nomeado primeiro-ministro. Opiduisti (pedoisista) Berlusconi tentou passar um decreto-lei cujo texto rezava que os delitos de corrupção e de concussão são considerados ‘menos graves’ e, em conseqüência, a detenção preventiva é suprimida. Será que a lição da P2 foi aprendida?

    BIBLIOGRAFIA
    BENIMELI, José A. Ferrer e MOLA, Aldo A. (eds), La Massoneria Oggi, Editrice Italiana, Foggia, Itália, 1992. [Tem um artigo de Licio Gelli intituladoMaçonaria e Poder. Neste artigo Gelli se defende e se apresenta como uma vítima de uma perseguição geral da maçonaria).

    CONTE, Charles e RAGACHE, Jean-Robert,Comment peut-on être Franc-maçon?, Revue Panoramiques, Éditions Corlet-Arlés, Paris, 1995.

    DAVID A. Yallop, In God's Name: An Investigation Into the Murder of Pope John Paul I, Ed. Bantam, New York, 1984.

    GREELEY, Andrew M., Como se faz um Papa, ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1980.
    HENDERSON, Kent, Italian Freemasonry and the P2 Incident, The Transactions of the Lodge of Research Nº 218, Victoria, Australia, 1987, pp. 25-33.

    INTERNET (diversos), inclusive com uma página que mostra a veia poética de Licio Gelli <http://www.club.it/autori/licio.gelli/licio.gelli.poesie.html>

    KNIGHT, Stephen, The Brotherhood: The Secret World of the Freemasons, Stein and Day, New York, 1984

    MARTIN, Malachi, Os Jesuítas – A Companhia de Jesus e a Traição à Igreja Católica, Ed. Record, Rio de Janeiro, 1989.



    * Obreiro da Loja Equidade & Justiça 2336, Membro da Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal, Diretor da Biblioteca do GOB, QCCC e MPS.

    FONTE - Publicação  do  Blog Rosacruzes,  

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                    SAMAUNA

    * * *
    OBS.- A P-2 era uma loja secreta, clandestina e irregular, independente de qualquer obediência italiana, organizada por Licio Gelli com o objetivo de tomar o poder na Italia, controlando os postos mais importantes do governo.

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    Mensalão: STF condena projeto de poder do PT